Filmes Livros Resenhas

Haverá espaço para humanos após a Inteligência Artificial?

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A Inteligência Artificial é uma das tecnologias mais importantes e revolucionárias que já foi inventada pelos homens. As possibilidades nos aproximam do que poderíamos chamar de deus, criando algo que poderíamos considerar consciente ou vivo. O autor é filósofo, não um técnico, e também é um autor de ficção científica. Isso dá ao livro um bom tom explicativo e analítico, e ajuda a avaliar as possibilidades e desdobramentos para o nosso futuro. Inicialmente eu achei o livro um pouco otimista demais, mas como a evolução da análise e as referências do livro me coloquei mais em uma visão realista das possibilidades próximas da IA em nossas vidas. As discussões do livro são relevantes e o livro é obrigatório para especialistas e não especialistas. Altamente recomendado.

Surviving AI: The promise and peril of artificial intelligenceSurviving AI: The promise and peril of artificial intelligence by Calum Chace
My rating: 5 of 5 stars

Artificial Intelligence is one of the most important and revolutionary technologies that was ever invented by men. The possibilities bring us closer to what we could call a god by creating something we could consider conscientious or alive. The author is philosopher, not a technician, and is also a science fiction author. This gives the book a nice explanatory and analytical tone, and it helps evaluate the possibilities for our future. Initially I found the book a little too optimist, but as the analysis and the references the book gave put me more in a realistic view of the close possibilities of AI in our lives. The discussions of the book are relevant and the book is a must read for specialists and non specialists. Highly recommended.

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Fotografia Galeria Viagens

Cenas de Lima, Peru

Alguns filmes que fiz em Lima em 2016.


Parque de La Reserva, Show das Águas


Parque de La Reserva, Show das Águas


Time-lapse de um cruzamento em Miraflores


Peruanos dançando na praça em um sábado à tarde

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Wallpapers para 2017

Mosaico2017

Faça AQUI O DOWNLOAD de imagens de 2017 para servirem de fundo de tela para o seu computador. O tema deste ano foi a cidade de Lima, Peru.
Um ótimo 2017 para todos!
Fátima e Eduardo.

Wallpaper de 2016
Wallpaper de 2015
Wallpaper de 2014
Wallpaper de 2013
Wallpaper de 2012
Wallpaper de 2011
Wallpaper de 2010
Wallpaper de 2009

Crônica Livros Resenhas

Resenha: Por que gritamos golpe?

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Desenha um quadro da realidade social, política e econômica brasileira atual. Um texto útil para se entender o que está acontecendo e como se posicionar. Uma visão isenta da história depende de uma distância temporal, mas não é difícil notar que ela não irá perdoar o golpe de 2016. Mas e dai? O mal já vai estar feito. Já passou algumas semanas e já perderam a vergonha de mascarar as intensões e uma série de medidas retrógradas em várias frentes já estão sendo anunciadas. Para mim, Dilma tem culpa da situação por não ter sabido negociar e administrar a corrupção e os avanços neoliberais, mas nenhuma razão para um impedimento. Por outro lado, Temer tem sido um ótimo cabo eleitoral para o PT com sua “popularidade” caindo tão rápido quanto sua incapacidade esconder suas verdadeiras intensões. Podemos esperar no curto prazo uma continuidade do ataque às diversidades e minorias, ataque aos direitos trabalhistas, mais manifestações violentas, aumento de impostos, perda de liberdade. Mais do que oportuna, uma leitura necessária.

Por que gritamos Golpe?: Para entender o impeachment e a crise política no Brasil (Coleção Tinta Vermelha)Por que gritamos Golpe?: Para entender o impeachment e a crise política no Brasil by Ivana Jinkings
My rating: 5 of 5 stars

It draws a picture of the current Brazilian social, political and economic status. An useful text to understand what is happening and how to position yourselve. I know thata a clear vision of the history depends on a temporal distance, but it is not difficult to notice that History will not forgive the 2016 coup. But so what? Whay wait, if the harm will already be done. We have already spent a few weeks and they have lost their shame to mask the real intentions and a series of retrogressive measures on several fronts have already been announced. For me, Dilma is to blame about the situation because she failed to negotiate and manage corruption and neoliberal advances, but no reason for an impeachment. On the other hand, Temer has been a great campaigner for the PT with its “popularity” falling as fast as his inability to hide the true intentions of his party. We Brazilians can expect in the short term a continuity of the attacks on the diversity and minorities, attacks on labor rights, more violent demonstrations, tax increases and constant decrease in our liberties. More than timely, this reading is required .

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Igreja

PORTUGAL-117

Eu não gosto de padre
Eu não gosto de madre
Eu não gosto de frei.
Eu não gosto de bispo
Eu não gosto de Cristo
Eu não digo amém.
Eu não monto presépio
Eu não gosto do vigário
Nem da missa das seis.
Não! Não!
Eu não gosto do terço
Eu não gosto do berço
De Jesus de Belém.
Eu não gosto do papa
Eu não creio na graça
Do milagre de Deus.
Eu não gosto da igreja
Eu não entro na igreja
Não tenho religião.
Não!
Não! Não gosto! Eu não gosto!
Não! Não gosto! Eu não gosto!
(Titãs)

Crônica Fotografia Livros Resenhas

A Importância de Filosofar sobre a Fotografia

Aquário de Lisboa

O filósofo tcheco, naturalizado brasileiro, Vilém Flusser (1920-1991) considera a invenção da fotografia tão importante quando a invenção da escrita. Se a escrita revolucionou a humanidade e marcou o início do período histórico, a fotografia, e sua nova forma de codificação e simbolização das informações, marca a pós-história, com desdobramentos igualmente revolucionários, reveladores e modificadores da humanidade. Ele já vislumbrava que a capacidade mágica de uma imagem fotográfica poderia destruir a característica unidimensional, linear, dos textos. Não apenas as fotografias mas também os vídeos e demais mídias eletrônicas são co-responsáveis por essa revolução pós-histórica.

Temos sido testemunhas vivas que, nos últimos anos, as imagens tem deixado de ser meras ilustrações de textos, para se tornarem os protagonistas dos meios de comunicação. Elas submeteram os textos a um papel complementar e secundário. Fenômeno este potencializado por dois aspectos importantes, intimamente associados à fotografia: a facilidade de uso e disponibilidade do aparelho fotográfico e a capacidade de distribuição e acesso à informação fotográfica.

Os aparelhos fotográficos estão nas mãos de todos, e todos os olhares se voltam para a sua tela. Os aparelhos evoluem e são programados para facilitar as fotos, dando uma impressão, perigosamente falsa, de que um grande poder é dado ao fotógrafo. Este, por sua vez, troca as suas decisões pessoais pelas decisões pré-programadas dos aparelhos. Quem passa então a controlar a fotografia é o aparelho e não mais o fotógrafo. Submisso ao controle do aparelho , ele se torna um mero apertador de botão (ou seu equivalente) deixando ao aparelho a decisão de produzir e até de distribuir, também automaticamente, a fotografia. O fotógrafo, ou será seu aparelho, é mais reconhecido pela sua produtividade e pela amplitude da distribuição, do que pela sua qualidade e arte.

Nesta realidade distorcida das fotografias automatizadas, nos vemos frente a um novo mito da caverna, onde desconhecemos e desprezamos outra verdade que não seja aquela revelada pelo aparelho fotográfico. A realidade só existe se for fotografada. Somos funcionários dos meios de distribuição e da sua visão política. Abandonamos nosso próprio ponto de vista para aceitar o ponto de vista do aparelho e do meio de distribuição. O fotógrafo, programado pelo aparelho e pelo meio, é funcionário e escravo de ambos. O sucesso da fotografia é ao mesmo tempo o seu fim.

Conquistar esta consciência é o primeiro passo para nossa liberdade. Este é a finalidade deste artigo. Incentivar a fuga e subversão dos meios convencionados é o único modo de retomarmos o controle da fotografia. Neste momento, devemos discutir, discordar e filosofar. Estes são os caminhos da liberdade. Flusser reconhece que nunca uma filosofia para a fotografia foi tão necessária, como meio para reassumirmos a responsabilidade e o controle da produção fotográfica.

Que as fotografias passem a descrever a real intensão do fotógrafo, que nelas ele imponha seu próprio ponto de vista politico e social, e que ele encontre meios que permitam essa expressão, como esta revista. Meios onde a única política seja a da liberdade, e o único requisito exigido para divulgação seja o da qualidade artística. Onde a pré-programação do aparelho seja exposta e transfigurada pelo artista.

Subverter regras, jogar contra o aparelho e contra as políticas estabelecidas. Assumir o controle e ousar. Estes fotógrafos serão os modelos dos homens livres do futuro.

Vilém Flusser: Filosofia da caixa preta: ensaios para uma futura filosofia da fotografia. Vol. 1. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1985.

Towards a Philosophy of PhotographyTowards a Philosophy of Photography by Vilém Flusser
My rating: 5 of 5 stars

The Czech philosopher, naturalized Brazilian, Vilém Flusser (1920-1991) considers the invention of photography as important as the invention of writing. While writing revolutionized humanity and marked the beginning of the historical period, photography, and its new coding and symbolization of the information, make the post-history, with equally revolutionary developments, developers and modifiers of humanity. He has glimpsed the magical ability of a photographic image could destroy the one-dimensional feature, linear, of the texts. Not only photos but also videos and other electronic media are co-responsible for this post-historical revolution. We have been living witnesses that, in recent years, images have ceased to be mere text illustrations, to become the protagonists of the media. They submitted the texts to a supplementary or secondary role. This phenomenon enhanced by two important aspects, closely linked to the photo: ease of use and availability of the photographic apparatus and distribution capacity and access to the photographic information. These ideas are explored in great detail in the book that I find extremely interesting to read and think about. Highly recomended.

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Livros Resenhas

Deus, um delírio.

MARYLAND-110

Este é um livro que defende o ateísmo. O tema é muito interessante e os argumentos são convincentes, completos e bem organizados. Não vou discuti-los, nem argumentar contra até porque concordo com a grande maioria. Vou comentar sobre o estilo, que sinceramente gostei. O texto desenvolve uma linha de pensamento bem clara e organizada, o que é ótimo, mas o autor insiste em fazer comentário paralelos, comentários jocosos e sarcásticos que afastam o leitor. Se o autor escreve como fala deve ser uma pessoa bem aborrecida e pedante. No áudio-book optou-se pela leitura em conjunto do autor e sua esposa, em uma troca constante de voz que mais parece um jogral improvisado e desajeitado. Apesar de tudo, isso o livro é bom e vale a pena ser lido, especialmente para quem quer questionar e avaliar de forma crítica o papel e a influência da religião nas nossas vida.

The God DelusionThe God Delusion by Richard Dawkins
My rating: 3 of 5 stars

This is a book about understanding atheism. The theme itself is very interesting and the arguments are convincing, complete and well organized. I will not discuss the, nor I will argue against because I agree with most of them. I will comment on the style, which frankly I did not like. The text develops a clear and organized way of thinking, which is great, but the author insists on side comments, he gives humorous and sarcastic comments that keep the reader away from the line of thought. If the author writes as he speaks, he be a pretty boring and pedantic person. In the audio-book was chosen a style of reading together the author and his wife, in a constant exchange of voice that looks like a makeshift and clumsy buffoon. Despite all this, the book is good and worth reading, especially for those who want to question and to critically assess the role and influence of religion in our lives.

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Cultura Geek Filmes Resenhas

10 Bons filmes que assisti em 2014/2015

10 bons filmes que eu assisti nos últimos meses, em nenhuma ordem em particular. Ficção científica, alguns documentários e muita diversão.


Jodorowsky´s Dune (2013)
Um documentário sobre o melhor filme que nunca foi realizado. Isso mesmo, um filme fantástico, mas que nunca saiu do papel, um filme de ficção científica baseado no livro Duna, que nunca foi produzido mas que pode influenciar a indústria e definir padrões de filmes de ficção científica até hoje. Veja as ideias geniais do diretor e tudo o que aconteceu. Interessante até pra imaginar como seria o mundo do cinema se esse filme tivesse sido feito.


Tim´s Vermeer (2014)
Vermeer é um gênio da pintura barroca holandesa. Especializado em pinturas de interiores suas imagens e cores tem uma assinatura que até um leigo (como eu) sabe que se trata de um Verneer. Um rico empresário americano tenta desvendar como Vermer conseguia produzir as cores e imagens tão precisas, e que talvez ele seria, na verdade, um gee, mais um técnico do que só um grande artista. Você concorda com ele?


Ex-Machina (2015)
Se você é da área de computação deve conhecer o teste de Turing onde um usuário deve descobrir, por interações com um sistema, se ele está conversando com um computador ou um ser humano. Se ele não souber diferenciar o programa tem a chamada “inteligência artificial”. Imagine levar este teste às últimas consequências, veja o filme e descubra o que pode acontecer.


Chappie (2015)
O que acontece se você colocar um robô no meio de uma gangue? O visual deste filme é bem interessante também. Você pode não acreditar que o casal do filme não estava atuando, eles são assim mesmo!


Focus (2015)
Não tente adivinhar o que vai acontecer neste filme. Você não vai acertar. Surpresas, apostas, perdedores e o espectador é o grande vencedor.


Wild Tales (2014)
Um dos melhores filmes que eu vi há tempos. Históricas conectadas por um sentimento: ódio. E o pior é argentino (shit!)


Begin Again (2014)
Quem não gosta de uma comédia romântica que mistura música e uma garota sonhadora? A cena dos instrumentos tocando sozinhos e montando um arranjo é genial.


Lucy (2014)
Scarlett Johansson, computação, ficção científica, inteligência artificial. precisa dizer mais?


The Grand Budapest Hotel (2014)
Mais um filme genial do diretor Wes Anderson, inspirado no texto de Stefan Zweig, sobre as histórias curiosas em um hotel fantático.

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Wallpapers para 2016

mosaic2016

Faça AQUI O DOWNLOAD de imagens de 2016 para servirem de fundo de tela para o seu computador. O tema deste ano foi a cidade de Sâo Paulo, com a maioria das fotosda Fátima.
Um ótimo 2016 para todos!
Fátima e Eduardo.

Wallpaper de 2015
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Livros Resenhas

Noites Tropicais

RIO by José Eduardo Deboni on 500px.com

Noites Tropicais: Solos, Improvisos e Memórias MusicaisNoites Tropicais: Solos, Improvisos e Memórias Musicais by Nelson Motta
My rating: 5 of 5 stars

Noites Tropicais nos conta os bastidores da música brasileira entre os anos 60, 70 e 80, narrado pelas memórias de Nelson Motta. Ele é produtor musical, crítico e letrista de sucessos como O Cantador de Elis, Como uma Onda e Tesouros da Juventude do Lulu Santos, Bem que se quis de Marisa Monte, Coisas do Brasil de Guilherme Arantes e Dancing Days e Perigosa das Frenéticas entre tantos outros. Conviveu intimamente com João Gilberto, Tim Maia, Elis, Caetano, Chico e tantos outros. Um texto ágil, agradável, honesto e altamente recomendado pra quem quer entender, ou como eu reviver, um pouco da história do Brasil e sua música popular.

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Minha Playlist das Música de Nelson Motta

Algumas músicas compostas por Nelson Motta e citadas no livro: