Author Archives: Eduardo Deboni

Lock In de John Scalzi

A história se passa em um futuro próximo onde uma doença deixa pessoas paralisadas (locked in), mas que a tecnologia combinada de redes neurais, redes e robôs permitem dar uma “vida normal” e ativa para esta população. Com esta premissa o autor desenvolve um thriller policial competente e despretensioso.
O livro é ágil, com personagens relativamente bem desenvolvidos e que levam à simpatia do leitor. Não é uma grande obra, nem vai revolucionar a ficção científica, mas não decepciona. Tem tudo pra se tornar um filme ou uma série de TV de sucesso. O livro poderia aprofundar mais os personagens, poderia tentar discutir os limites do humano e do robô ou poderia discutir a vida dos pacientes presos na suas camas de hospital, mas não faz nada disso. O autor poderia também escrever um livro bem pesado, longo e chato mas também não o faz. Fica no meio termo que me agradou o suficiente para ler a história até o fim e querer saber o desfecho. Não é o primeiro livro do John Scalzi que eu leio e certamente não será o último.
Lock InLock In by John Scalzi

My rating: 4 of 5 stars

The story is set in a near future where a disease leaves people paralyzed (locked in), but the combination of neural networks, robots and technology allow this population to have an active “normal life”. With this premise the author develops a competent, unpretentious thriller.
The book is agile, with relatively well-developed characters, that leads to the reader’s sympathy. It is a great work, nor it will revolutionize science fiction, but it does not disappoint. It has everything to become a successful movie or a TV series. The book could further deepen the characters, could try to discuss the limits of the human and the robot or could discuss the lives of patients stuck in their hospital beds, but it does nothing of that. The author could also write a very heavy, long and boring book, but neither does this too. In the middle term which pleased me enough to read the story to the end and it kept me wanting to know the outcome. It is the not the first book I read from John Scalzi and certainly it will not be the last.



View all my reviews

Dicas para começar a fotografar

Uma das coisas que eu mais gosto, sobre fotografia, é que ela é uma combinação de alguma nerdice e muita arte. No lado nerd estão as noções de ótica, conhecimentos de física e movimento, além, é claro, do uso de softwares interessantes para pós-processar as imagens. No lado da arte estão o olhar, a atenção aos detalhes, o notas coisas que sempre estiveram ao seu lado, mas você nunca as viu. Depois de começar a fotografar passei a notar enquadramentos, texturas, perspectivas, entre outras coisas, e sem dúvida o mundo ficou mais interessante e bonito.

Se você quiser começar com o lado artístico, eu posso te ajudar muito pouco. Talvez uma dica seja a de ver muitas fotos, boas de preferência, e tentar ver porque elas são boas e como poder reproduzi-las.

Se você quiser começar com o lado nerd um bom começo é tentar tirar fotos no modo manual (M). Uma das coisas mais importantes para isso é entender o conceito de exposição (exposure). Fotografia quer dizer escrever com a luz, assim, o controle de quanta luz você deixar ser exposta ao sensor é o grande segredo.

A exposição é uma combinação de 3 fatores: velocidade do obturador, abertura e o ISO:

  • A Velocidade do obturador medida em frações de segundo (1/50, 1/200…) deve ser baixa, quanto mais velocidade, menos luz.
  • Abertura, conhecida como f-stop, que possui medidas como f-2.2 f-3.5 f-4.5 f-6.0 deve ser baixa (mais abertura): quanto maior a abertura mais luz e menor o f-stop. Em geral o f-stop é limitado pelo tipo de lente.
  • O ISO está relacionado com a sensibilidade do sensor e varia como ISO 100, 200, 400, 800, 16000, 32000: quanto maior o ISO mais sensível, mas piora qualidade, assim se deseja um ISO baixo para ter uma boa qualidade.
  • Algumas regras básicas, se é que existem regras, poderiam ser:

    a) O f-stop está ligado à profundidade de campo, mas em geral use o menor possível. Isso vai fazer com que você está aproveitando o máximo da luz disponível, mas apenas uma pequena parte do elemento vai estar em foco, criando o chamado bokeh (fundo fora de foco), como na foto abaixo. Se esse não é a sua intensão, aumente o f-stop, mas lembre-se que vai precisar mudar a velocidade ou o ISO para compensar. Um modo semi-automático, que é o que eu mais uso e o chamado prioridade de abertura (AV) onde se define o f-stop e o ISO e a máquina ajusta a velocidade necessário para garantir uma boa iluminação. É o modo mais rápido de ajuste, mas quando a foto tem partes muito claras e escuras pode não funcionar bem e o jeito é usar o modo Manual.

    b) A velocidade não é um problema muito grande, se for baixa demais, a foto pode sair tremida. Para não tremer tem que garantir uma velocidade mínima. Uma regra prática é que a velocidade mínima seja de 1/d onde d é a distância focal da lente. Se você está tirando foto com uma lente de 100mm a velocidade mínima deveria ser 1/100, para você conseguir segurar a máquina com a mão e não tremer. As vezes, você quer uma velocidade baixa para tentar capturar o movimento, como na foto abaixo

    c) O ISO ideal é o menor possível, mas para usar 100 vai ter que ter muita luz (dia ensolarado) se usar um valor muito alto a imagem vai sair granulada. Um valor intermediário 400 em geral é o mais usado. Variar o ISO corresponde a ter um filme mais ou menos sensível. Usar um ISO alto é necessário em situações de baixa iluminação, como na foto abaixo, tirada a noite onde usei ISO 1600.

    d) O balanço de branco (WB) define a temperatura da foto (uma lâmpada incandescente é mais quente que uma lampada fluorescente, que é fria) ajustar o WB vai compensar a cor da luz na foto e tirar uma foto mais verdadeira. Em geral as fotos mais quentes são mais agradáveis, como no exemplo abaixo. Pode se alterar o balanço de branco na máquina ou no pós processamento. Deixar o WB como um tempo nublado (mesmo durante o dia claro) é uma boa tática para fotos com bom contraste.

    e) O disparador tem dois estágio no primeiro, quando se começa a apertar, ele faz os calculos e mostra no visor qual a exposição, velocidade e também faz o foco. Veja na foto abaixo que o foco não está no centro da foto, que procura usar um grande espaço livre para dar balanço na composição, já que o modelo não ajuda.

    f) A questão do zoom é uma outra questão interessante e bem nerd, mas vou deixar para outro post. No momento só precisa saber que 50mm é a medida bem próxima de como uma foto digital se aproxima com a visão normal. Se a distância for menor (35, 18) você tem uma foto muito aberta (grande focal) até medidas proximas de 8, 10 em um olho de peixe, e um ZOOM -. Se você for para medidas maiores 100, 200, 300 ou em fotos esportivas e de pássaros 400 você tem uma telefoto e um ZOOM +. Tenho usado uma lente de 35mm em uma câmera com um sensor reduzido (Croped Sensor) que leva a fotos próximas dos 50mm. Veja este post a minha análise da lente de 35mm.

    Bom, agora saia da frente do computador e vá tirar fotos.

    4 x When I Heard the Learn’d Astronomer


    Organizei aqui quatro formas diferentes deste famoso poema de Walt Whitman:
    1. O poema original em inglês,
    2. Um vídeo com a declamação do poema
    3. Minha versão em português
    4. Uma versão em quadrinhos

    .
    1. When I Heard the Learn’d Astronomer
    .
    BY WALT WHITMAN
    When I heard the learn’d astronomer,
    When the proofs, the figures, were ranged in columns before me,
    When I was shown the charts and diagrams, to add, divide, and measure them,
    When I sitting heard the astronomer where he lectured with much applause in the lecture-room,
    How soon unaccountable I became tired and sick,
    Till rising and gliding out I wander’d off by myself,
    In the mystical moist night-air, and from time to time,
    Look’d up in perfect silence at the stars.

    .
    2. Um vídeo com a declamação do poema
    .

    .
    3. Minha versão em português
    .
    Quando Ouvi o Astrônomo Erudito
    POR WALT WHITMAN

    Quando ouvi o astrônomo erudito,
    Quando as provas, os números, foram organizados em colunas na minha frente,
    Quando me mostraram os gráficos e diagramas, para somá-los, dividí-los e medi-los,
    Quando eu sentado ouvi o astrônomo onde ensinou com muitos aplausos na sala de aula,
    Quando logo, sem saber, fiquei cansado e doente,
    Até levantar e sair, vagando comigo mesmo,
    No ar místico e úmido da noite e, de tempos em tempos,
    Olhava para as estrelas em perfeito silêncio.
    .
    4. Versão em quadrinhos publicada no io9.com
    .

    American Gods: no good.

    Esse é meu primeiro livro do Neil Gaiman. Já havia lido algumas histórias da ótima graphic novel “The Sandman” e os 4 volumes em 1991 de outra graphic novel “Book of Magic” que eu gostei bastante. Este livro recebeu muitos comentários elogiosos, e possui uma boa nota no Goodreads e na Amazon. Descobri que o livro tem vários elementos de uma história que eu iria gostar: um pouco de mitologia, um personagem principal forte, uma América decadente como cenário de fundo, um argumento interessante de uma suposta batalha entre deuses modernos (media, computadores e dinheiro) e deuses antigos, alguma fantasia e, aparentemente, um bom autor. Pelo menos era o que eu pensava.

    Li/ouvi a versão revisada comemorativa de 10 anos, onde o autor, no início, comenta sobre a origem da obra e da sua viagem pelos Estados Unidos enquanto escrevia o romance. NO entanto, o livro não conseguiu me conquistar em nenhum momento, e não me digam que eu não tentei. Fui até o fim. Ok, pulei algumas partes, mas confesso que não senti nenhuma falta. O texto parece maior que a história, diálogos herméticos junto com passagens sem sentido.

    Shadow, o personagem principal é até bastante interessante e parece no livro tão perdido quanto o leitor, talvez isso tenha me feito simpatizar com ele. Mas aos poucos ele se comporta como quem passou a entender o que está se passando no livro, mas não contou para nós os leitores. Achei a escolha dos deuses estranha. Um deus índio eu entendo mas Odin? um Minotauro? Um deus egípcio? Deuses nórdicos na América? Parece mais uma salada russa. Ah! O livro tem ciganos russos também. Os deuses modernos não são muito bem construídos, nem explicados e parecem mimados e sem nenhum carisma. O clímax da guerra fria, que é construído ao logo de quase todo o livro acaba no final sem uma solução razoável o que me frustrou ainda mais.

    Infelizmente, o autor pegou um ótima ideia mas não soube desenvolvê-la. Conseguiu transformar tudo em um livro longo e chato. Eu realmente não gostei e não vou recomendá-lo a ninguém. Este foi meu primeiro livro de Neil Gaiman e pode muito bem ser o último. (avaliação 2/5 no GoodReads)

    American Gods (American Gods, #1)American Gods by Neil Gaiman

    My rating: 2 of 5 stars

    This is my first book by Neil Gaiman. I found that the book has many elements of a story that I would like: a bit of mythology, a strong main character, a decadent America as a background, an interesting argument of an alleged battle between modern gods (media, computers and money) and ancient gods, some fantasy, and apparently a good author. At least that’s what I thought.

    However, the book failed to win me over in no time, and don´t tell me that I haven´t tried. I read it to the end. Ok, jumped some parts, but I confess I did not feel any lack of them.

    Shadow, the main character is actually quite interesting and appears in the book as lost as the reader, perhaps this is what made ​​me sympathize with him. But gradually he behaves like someone who started to understand what is going on in the book, but he did not bother to tell us, the readers. I thought a strange choice of gods. An Indian god is ok, but Odin? a Minotaur? An Egyptian god? The book also has Russian Gypsies. The modern gods are not very well built, nor explained and seem like spoiled people with no charisma. The climax of the Cold War, which is built up almost the whole book, ends without a reasonable explanation which frustrated me even more.
    Unfortunately, the author took a great idea but could not develop it to my satisfaction. Managed to turn everything into a long and boring book. I really did not liked it and I could not recommend it to anyone. This was my first book by Neil Gaiman and may well be the last.



    View all my reviews

    Comentários sobre Wizard: The Life and Times of Nikola Tesla: Biography of a Genius

    Se o objetivo de uma biografia é para criar o clima dos tempos e da vida de uma pessoa, o tempo e a vida de Tesla eram muito chatos. Este é um livro altamente detalhado, que cita muitos fatos reais, e tenta até descrever detalhes das invenções de Tesla. Você pode ter uma ideia do estilo do autor pelo longo título. O autor também é um fã claro de Tesla, que impede de criar uma certa distância da personagem. Depois de ler as ótimas biografias de Isaacson sobre Jobs e Einstein, posso estar esperando muito. Acho que ainda está faltando uma boa biografia de Tesla, e que a personagem realmente merece. Confesso que não li todo o livro, e que parei depois da metade. Pode ser que eu perdi a melhor parte, provavelmente não. Eu dei 3 estrelas de 5 na Amazon e no Goodreads.

    Wizard: The Life and Times of Nikola Tesla: Biography of a GeniusWizard: The Life and Times of Nikola Tesla: Biography of a Genius by Marc Seifer

    My rating: 3 of 5 stars

    If the goal of a biography is to create the mood of the times and the life of a person, Tesla´s time and life was very boring. This is a highly detailed book, that cites many actual facts, and tries to describe all Tesla´s inventions. You can have a glimpse of the style by the very long title. The author is also a clear fan of Tesla, this may prevents him from creating a certain distance from the character. After reading Mr. Isaacson´s wonderful bios of Jobs and Einstein, I may be expecting too much. I think we are still lacking a good Tesla´s biography, and the character deserves it. I confess I could not go though all the book, and stopped after its half. May be a missed the best part, probably not.



    View all my reviews

    Musica classica da OSESP para download

    A OSESP – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo está colocando CDs de música clássica gratuitamente para download no seu website. Esta é uma ótima oportunidade para se conseguir música de qualidade em uma condição excepcional.

    Hoje estão disponíveis os seguintes CDs:
    .
    HENRIQUE OSWALD

    .
    >| ALMEIDA PRADO
    .
    >| AYLTON ESCOBAR – OBRAS PARA CORO
    .
    >| BRENNO BLAUTH – CONCERTINO PARA OBOÉ E CORDAS
    .
    >| GILBERTO MENDES 90 ANOS
    .
    >| GILBERTO SIQUEIRA – MELHORES MOMENTOS
    .
    Tá esperando o quê pra baixar todos eles?

    Rebecca Ferguson show completo

    Uma cantora de Liverpool com um timbre de voz diferente e uma repertório com muito suingue. Ela foi descoberta no X factor, em 2010, quando pegou o 2o lugar. É curioso ver o sotaque dela típico de Liverpool (scouse) quando ela fala e que some quando ela canta. Este é um show completo de 2012. Vale notar que a maioria das músicas é da sua própria autoria. Compare a evolução da sua audição no X Factor para o show.
    .

    Série Vikings

    Acabei de assistir à segunda temporada da série Vikings. Uma boa alternativa para o jejum do Game of Thones, já que a série tem alguns elementos de disputa de poder, fantasia e reinos medievais. Apoiada em certa parte na história a série conta a história de um lendário rei e suas guerras. Apesar da produção claramente mais simples que GoT a série é muito boa.
    .
    1a Temporada

    .
    2a Temporada

    .
    Theme song

    .
    Documentário sobre os Vikings

    Happy 4th of July

    Essa é a bandeira no Fort M’Henry, em Baltimore, que em 1814 inspirou Francis Scott Key a compor the Star Spragled Banner (A bandeira estrelada). Ele era um poeta amador que presenciou o bombardeio do forte pelas tropas britânicas na guerra de 1812. No futuro essa se tornou a letra do hino nacional norte-americano.
    .
    Algumas marchas militares compostas por John Phillip Souza, e executadas pela Banda dos Fuzileiros Navais dos Estados Unidos.
    .
    1. The Stars and Stripes Forever

    .
    2. The Washington Post

    .
    3. Semper Fidelis

    A importância do Doutorado

    Ditado popular: Rapadura é doce, mas não é mole.

    NO ENSINO FUNDAMENTAL
    Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível.

    NO ENSINO MÉDIO
    Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, porém não muda de forma quando pressionado.

    NA GRADUAÇÃO
    O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e, apresentando-se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, tem sabor deleitável da secreção alimentar das abelhas; todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.

    NO MESTRADO
    A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando-se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente o paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo. Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opo stas.

    NO DOUTORADO
    O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus officinarum, (Linneu, 1758) isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e restas retilíneas, configurando pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindo impressão sensorial equivalente provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto, que ocorre no líquido nutritivo da alta viscosidade, produzindo nos órgãos especiais existentes na Apis mell ifera.(Linneu, 1758) No entanto, é possível comprovar experimentalmente que esse dissacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica, apresenta considerável resistência a modificar apreciavelmente suas dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em consequência da pequena capacidade de deformação que lhe é peculiar.