Author Archives: Eduardo Deboni

Uma ótima introdução ao universo de Murakami.

O Incolor Tsukuru Tazaki e seus anos de peregrinação é mais um livro em que Murakami apoia a narrativa nos sentimentos e nas feridas do passado do seu personagem principal. Na época da escola, ele morava com a família em Nagoia e tinha quatro amigos inseparáveis. Cada um dos seus amigos trazia uma cor no sobrenome: os meninos eram Akamatsu – pinheiro vermelho, Ômi – Mar azul, e as garotas Shirane – raiz branca e Kurono – campo preto. Somente o nome de Tsukuro não trazia uma mensão de cor, mas o significado do que “faz coisas”. Ele se sentia parte do grupo até ser cortado, expulso deste círculo íntimo, o que fez se fechar em si mesmo, temeroso de buscar uma explicação. Com essa dor e o sofrimento o protagonista ganha a empatia do leitor e com ela a curiosidade para saber a razão da ferida e a vontade de acompanhá-lo na peregrinação para libertá-lo. O texto reflete o ritmo da peça musical citada com frequência no texto: Franz Lizst – Le Mal du Pays. O livro, assim como a música transmite para o seu ouvinte/leitor um texto/melodia lento, melancólico, algumas vezes desesperado, mas que também pode ter notas de esperança e até alguma alegria. Neste livro encontramos pouco da fantasia e alucinações mais presentes nos outros livros do autor, mas temos mais do mesmo tema urbano, moderno, que gira em torno das relações humanas incluindo sexo, amor e a morte. Mais um ótimo livro de Haruki Murakami para os que já são fãs do autor, ou para os que ainda vão ser. Recomendo.

GoodReads Review
Colorless Tsukuru Tazaki and His Years of PilgrimageColorless Tsukuru Tazaki and His Years of Pilgrimage by Haruki Murakami

My rating: 5 of 5 stars

A great introduction to the world of Murakami

Another book in which Murakami supports the narrative with feelings, and wounds of the past of your main character. In high school, he lived with his family in Nagoya and had four inseparable friends. Each of your friends brought a color from the surname: the boys were Akamatsu – red pine, Omi – Blue sea, and the girsr are Shirane – white root and Kurono – pitch black. Only the name of Tsukuro did not bring a color dimension, but what meaning “that do things”. He felt part of the group until be cut, kicked out of this inner circle, which made him close into himself, afraid to seek an explanation. With this pain and suffering the protagonist wins the reader’s empathy, the curiosity to know the reason of the wound, and the will to accompany him on the pilgrimage to freedom. The text reflects the pace of a frequently quoted piece of music: Franz Liszt – Le Mal du Pays. The book, as well as the music conveys to your listener/reader a text/melody in a slow melody, melancholy, sometimes desperate, but which may also have notes of hope and even some joy. In this book we find little of the fantasy and hallucinations of the author’s other books, but we have more of the same urban, modern theme, which revolves around human relationships including sex, love and death. Another great book by Haruki Murakami for those who are already fans of the author, or for those that are still to be. Highly Recommend.



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Avenida Niéviski de Nikolai Gógol

Ler esta linda edição da Avenida Nieviski de Nokolai Gógol publicada pela Cosac-Naif, me fez pensar sobre a influência da forma sobre o conteúdo. O projeto gráfico deste livro é uma atração à parte neste livro. Detalhes como uma “página de jornal russo” que embrulha a edição ou uma série de imagens da avenida na época em que se passa o conto, ajudam a contar a história, e a transportar o leitor para dentro do conto e da sua época. O texto divido em duas partes nas páginas (um de forma investida) de modo que o leitor é obrigado a ir (da primeira à última página) e voltar (da última à primeira página novamente), como que passeasse pela avenida de São Petesburgo como fazem os personagens do excelente conto de Gógol. É a Gestalt na literatura na sua totalidade. Vendo o cuidado que os editores tiveram com o livro, e como a relação do texto com a forma está tão integrada neste trabalho, se faz pensar se o fato do autor saber como o leitor vai ler o livro, altera a sua escrita. Como o autor será influenciado na sua escrita quando estiver escrevendo para leitoras que não vão ler mais um livro de papel com páginas, mas vão estar lendo em um tablete ou um leitor digital?

Organizando sua casa e sua vida

Resenha do The Life-Changing Magic of Tidying Up: The Japanese Art of Decluttering and Organizing
por Marie Kondō


Talvez isso é o mais legal livro que li este ano. O autor, Marie Kondo, descreve, com a ajuda de suas experiências pessoais, uma técnica para organizar a sua casa, o seu gabinete e, por extensão, a sua própria vida. O texto é fácil e rápido de ler, como um bom método de organização deve ser. O método KonMari, como ela o chama, é baseado em uma premissa muito simples: manter em sua posse apenas aquelas coisas que lhe dão prazer, ou como ela diz: “alegria faíscas”.

No livro, ela vai de categoria para categoria como: roupas, livros, variado, etc. Individualmente avaliando cada item sob o aspecto da alegria pessoal. O que não tem esse poder deve ser descarregada, com respeito, mas descarregada: uma atitude simples, mas muito libertador.
Depois de se livrar de coisas que não lhe trazem alegria, a alegria está perto de seu e que é mais fácil manter-se organizado. Cada coisa deve ter o seu lugar, de fácil acesso e sem modelos complicados de armazenamento e organização.

Não é difícil imaginar por que as técnicas são desenvolvidas no Japão. Com restrições de espaço em Tóquio e na disciplina e organização típica japonesa estão unidos neste método para criar uma atmosfera calma, inspiração e muito pessoal ao mesmo tempo.
Tenho praticado o método me começando com as minhas coisas no meu canto da casa, com um sucesso incrível. Descartados mais de 10 sacos de lixo de itens, incluindo roupas, papéis, livros e eletrônicos. Descobri coisas que estavam perturbando e inconscientes. Estou agora com muito mais conforto e espaço, sem ter mudado nada no mobiliário. Altamente recomendado livro e método.


vídeo da Marie Kondo apresentando o método e o livro.

The Life-Changing Magic of Tidying Up: The Japanese Art of Decluttering and OrganizingThe Life-Changing Magic of Tidying Up: The Japanese Art of Decluttering and Organizing by Marie Kondō

My rating: 5 of 5 stars

Perhaps this is the coolest book I read this year. The author, Marie Kondo, describes, with the help of his personal experiences, a technique to organize your home, your cabinet and, by extension, your own life. The text is easy and quick to read, as a good method of organization must be. The KonMari method, as she calls it, is based on a very simple premise: keep in your possession only those things that give you pleasure, or how she says: “sparks joy”.

In the book she goes from category to category like: clothes, books, miscellaneous, etc. Individually evaluating each item from the aspect of personal joy. What has not this power should be discharged , with respect, but discharged: a simple but very liberating attitude. Once you get rid of things that do not bring you joy, joy is close to your and it is easier to stay organized. Every thing must have its place, easily accessible and without complicated models of storage and organization. It is not hard to imagine why the techniques are developed in Japan. With space constraints in Tokyo and the discipline and typical Japanese organization are joined in this method to create a calm atmosphere, inspiring and very personal at the same time.

I have practiced the method myself starting with my stuff in my corner of the house, with an incredible success. Discarded more than 10 garbage bags of items including clothing, papers, books, and electronic. I discovered things that were disturbing and unaware. I’m now with much more comfort and space without having changed anything on the furniture. Highly recommended book and method.



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Wallpaper e Calendário para 2015

Mais um ano novo se aproxima e, pelo 7o ano consecutivo, selecionei 12 fotos que tirei em 2014 para criar fundos de tela para o seu computador. Com a ajuda dos fd’s Flickr Toys criei uma versão especial com um calendário para cada mês do ano. Faça AQUI O DOWNLOAD das fotos e divirta-se.
Um ótimo 2015 para todos!
Eduardo Deboni

(en)The New year is coming, so I did it again. For the 7th consecutive year I have selected 12 photos that I took in 2014 to create desktop backgroungs for your computer. With the help of fd’s Flickr Toys they were transformed in a calendar version. Do the DOWNLOAD HERE of the wallpapers and enjoy.
A happy new year for everyone!
Eduardo Deboni

(es) Un nuevo año se acerca, y de nuevo, yo he seleccionado 12 fotos que tomé en 2014 y que lo creo serían buenos fondos de su computadora. Con la ayuda de fd’s Flickr Toys he creado una versión especial con un calendario para los meses de 2015. Haga LA CARGA AQUI de las fotos y disfrute.
Un feliz año nuevo!
Eduardo Deboni

(fr) La nouvelle année est à venir et pour la 7ème année consécutive, j’ai choisi 12 photos que j’ai prises en 2014 pour créer backgroungs bureau de votre ordinateur. Avec l’aide de Flickr Toys fd ils ont été transformés en une version civile. Faites le TELECHARGER ICI des fonds d’écran et en profiter.
Une bonne et heureuse année à tous!
Eduardo Deboni

Calendário de 2014
Calendário de 2013
Calendário de 2012
Calendário de 2011
Calendário de 2010
Calendário de 2009

Caneta Parker 51 um item de coleção

A Parker “51” é considerada por muitos colecionadores a melhor caneta que jamais foi feita. Desenvolvida em 1939, e apresentada ao mercado em 1941, foi posteriormente imitada por muitos e se tornou uma marca icônica entre as canetas tinteiro do mundo inteiro. Seu lançamento comemora os 51 anos da empresa. O design se encontrava 10 anos à frente do seu tempo. O uso de uma pena de ouro encapsulada no corpo evitava vazamentos, e o seu corpo era criado com um plastico inovador chamado de Lucite, durável e estável. Ela teve algumas poucas mudanças no sistema de enchimento, mas seu design se manteve quase inalterado até o final da produção.

A Parker “51” como um item de coleção

Há não muito tempo atrás a Parker “51” não era considerada um item de coleção, nem era considerada uma caneta “vintage”. Isto se deve ao fato de que milhões de canetas foram fabricadas, e ainda hoje elas são facilmente encontradas a preços acessíveis. Partes de “51” são fáceis de achar, o que facilita o reparo e aumenta a disponibilidade. Isso começou a mudar a poucos anos, com uma redescoberta da Parker “51” por pessoas nostálgicas da sua juventude, ou de lembranças de seus pais e avós escrevendo com elas. Existe uma enorme variedade de Parker “51” para serem colecionadas e, rapidamente, é possível montar uma coleção representativa. Muitas canetas estão em ótimo estado de conservação, algumas até nunca foram usadas e estão operacionais até hoje. Eu mesmo usei uma Parker “51” como minha caneta do dia a dia por vários anos.

Muitos colecionadores preferem canetas impecáveis, em um estado perfeito de conservação. Pessoalmente não me importo de um pequeno arranhão ou marca de uso. Para mim são como as rugas e cicatrizes no rosto de alguém, elas podem até impor respeito e fazer parte da sua história, e não necessariamente um demérito. Coleciona-se também as caixas originais, o selo do preço, o display da loja e até o recibo da venda.

Algumas Parker “51” mais antigas possuem “joias” no final do corpo, e no clip. As chamadas de “Joias Duplas” (double jewes) que são mais raras das que tem um final do corpo arredondado e um clip mais simples. As “joias” são, na verdade, pontos de plastico transparente no formato de losangos ou pirâmides.

O método de enchimento também é um sinal da evolução desta caneta tinteiro. A Parker “51” não possui os métodos mais antigos como o da alavanca. As primeiras usavam um sistema chamado Aerométrico com uma pequena bombinha no final do corpo. Este sistema foi substituído, posteriormente, por um método chamado Vacumatic, que usa uma reservatório de borracha. As canetas aerométricas são mais raras e muitos podem estar operando de modo confiável até hoje.


Esquema da estrutura interna da Parker ’51’ Acrométrica.

Um ponto muito importante para quem gosta de caneta tinteiro, sem se importar com a coleção, é o fato de que a Parker “51” é uma das canetas mais gostosas de escrever que existem. Mesmo canetas modernas não conseguem reproduzir o traço suave e o fluxo constante de tinta que a Parker “51” possui. É uma caneta pequena, quando comparadas com outras canetas tinteiro mais robustas como a Mont Blanc, por exemplo, e por isso extremamente portátil e prática.

Código de Datas da Parker

Desde cerca de 1934 até 1950, as canetas Parker (e algumas lapiseiras também) foram marcadas no corpo para indicar a data da sua produção. Inicialmente, o código consistia de dois dígitos: o primeiro indicava o trimestre e o segundo o ano. No final dos anos 30, o código mudou para a forma de um único dígito representando o ano e até 3 pontos para representar o trimestre. Com 3 pontos indicando o primeiro trimestre, e a cada trimestre um ponto era retirado, assim, no último trimestre, não restava nenhum ponto.

Em 1950 a data voltou a ter dois dígitos com “50” representando 1950, “51” para 1951 e assim por diante. O sistema que começou em 34 parou de ser usado depois de 55. As canetas Vacumatics que foram produzidas em 1950, levavam um código de um dígito com uma fonte maior do as produzidas nos Estados Unidos. Um código similar de datas pode ser encontrado nas canetas Parker feitas no Canadá na mesma época.

Várias anormalidades podem ser encontradas nos sistemas de codificação de datas. A Parker voltou a ter códigos de data na sua produção nos anos 70. Estes códigos usavam um das 10 letras da palavra “QUALITYPEN” para representar um digito do anos de 0 a 9., seguida das letras E, C, L ou I para indicar o trimestre. Assim QC indicava uma caneta fabricada no segundo trimestre de 1980. Um outro método, usado a partir de 1987 para designar o trimestre foi o de usar três barras verticais para o primeiro trimestre, dois para o segundo, um para o terceiro e nenhuma para o quarto.

Nota-se que várias Parker “51” de 1946-47 levam um prefixo “T”. Há vários exemplos que vão do segundo trimestre de 1946 ao 2o trimestre de 1947. O mais famoso e comum é o T6. Uma explicação para o T seria o de indicar que a caneta foi produzida na fábrica da Parker de Toronto. Isso deve ser um erro com certeza porque as canetas tem uma marca que indica que elas foram “MADE IN U.S.A.”. O “T” pode ser encontrado em canetas “51” dos Estados Unidos. Havia, naquela época, uma grande demanda por canetas devido ao pós-guerra. Ou seja, até hoje não se sabe o que o “T” significava.

A Parker 51 moderna

Quem quiser comprar hoje uma caneta que reproduz quase todas as características da Parker “51” pode adquirir uma HERO 616, de fabricação chinesa com as mesmas características e dimensões das Parker “51” do final da produção, por um preço muito acessível. Quem preferir pode investir um pouco mais e comprar uma Parker 51 original em lojas especializadas ou de outros colecionadores, e se tornar mais um apaixonado por essa fantástica caneta.

Links para comprar canetas

  • NYCPens
  • StarFountainPen
  • Ravil – Tintas e Canetas
  • Links

  • Parker51
  • Vintage Pens
  • Parker Pens
  • Pentrace
  • Pesquisa: Gerenciando Referências Bibliográficas

    Uma das etapas mais importantes de uma pesquisa é a chamada revisão bibligráfica, onde se procura estabelecer o estado da arte do tema que se está pesquisando. O que se deseja saber é o que já foi publicado sobre o tema, o que já se concluiu, e quais as alternativas e os problemas atuais. Se uma bibliografia forte não ha pesquisa.

    Obter, ler e organizar as referências bibliográficas pode ser uma tarefa trabalhosa, assim aqui vão algumas dicas:

    Programas para Gerenciar as Referencias
    Para isso tenho recomendado aos meus orientandos o uso de um programa para gerenciar as referências. Existem vários e vale a pena dar uma pesquisada na web para saber o que melhor se encaixa com o seu perfil. Eu já usei o Jabref e agora estou usando o Zotero.

    O Zotero permite ler os metadados das referências no formato BibTex, associar um pdf e comentários (resumo) às referencias. O programa permite gerar as lista de referências em diversos formatos para publicação. Existe inclusive o formato da ABNT pré-programado. (https://www.zotero.org/styles?q=ABNT)

    Por Exemplo:

    HARTMAN, P. et al. Method and system for placing a purchase order via a communications network, 28 set. 1999. Disponível em:

    HOGUE, C. W. V. Structure databases. In: BAXEVANIS, A. D.; OUELLETTE, B. F. F. (Eds.).Bioinformatics. Life Sciences Series. 2. ed. New York, NY: Wiley-Interscience, 2001. p. 83–109.

    KÖTTER, P.; CIRIACY, M. Xylose fermentation by Saccharomyces cerevisiae. Applied Microbiology and Biotechnology, v. 38, n. 6, p. 776–783, 1 mar. 1993.

    PEAR, R. Crisis puts tax moves into play. The New York Times, 2 out. 2008.

    SAMBROOK, J.; RUSSELL, D. W. Molecular cloning: a laboratory manual. 3. ed. Cold Spring Harbor, NY: CSHL Press, 2001.

    Uma Rede Social para Pesquisadores

    A Research Gate é Rede Social exclusiva para pesquisadores. Para se vincular é preciso ter vínculo com institutos de pesquisa. Foi criada para incentivar pesquisas colaborativas entre pesquisadores de diferentes partes do mundo. É um bom para criar uma rede de pesquisa e trocar publicações. Vale a pena se filiar se você pretende entrar à sério nesta área.

    Busca por Referências
    Aqui estão alguns links úteis para buscar por essas referências. Veja que elas estão um pouco mais orientadas para Engenharia de Software e que em outras áreas a lista vai ser bem diferente.

    Biblioteca Digital do IEEE
    quase todos pagos (provavelmente na POLI você vai conseguir acessar os artigos de graça)

    Google Scholar – bom para conferir se as referências estão completas, e obter os demais detalhes como Vol, No, Paginas, etc. Um link do artigo mostra a referência no padrão BibTex que pode ser copiado no software que gerencia as referências.

    Directory of Open Access Journals (europeu) – muito bom – vários periódicos de acesso gratuito de diversas nações .

    Diretório Brasileiro de Revistas – Scielo – as revistas financiadas pelo CNPq são listadas aqui.

    Colombia – Publindex – especializado em TI

    Plataforma Open Access de Revistas Científicas Eletronicas Españolas y Latinoamericanas

    Red de Revistas Científicas de América Latina y el Caribe, España y Portugal. Universidad Autónoma del Estado de México

    Latindex – Sistema Regional de Información en Linea para Revistas Científicas de América Latina, el Caribe España y Portugal.

    EBSCOhost databases and discovery technologies are the most-used, premium online information resources for tens of thousands of institutions worldwide, representing millions of end-users

    ERCIM – On line edition (editora digital)

    Biblioteca de Domínio Público – pouca coisa atualizada na área técnica, mas se você gosta de ler…

    Boa Pesquisa!

    O que assistir no NetFlix?


    Muitas vezes escolher filmes no Netflix é difícil. Não pela quantidade de bons títulos, mas pela dificuldade de achar alguma coisa boa que eu ainda não tenha visto . Pra facilitar a sua vida, selecionei 4 filmes que acho que não são muito conhecidos, e que eu gostei muito quando eu vi, e que estão disponíveis no Netflix. O que eles têm em comum, quase nada. São todos um pouco road-movies com exceção do (2), com uma boa história se passando na estrada (ou na ferrovia(1)) . Fazendo um elo de igação entre os filmes, se descobre que (1) Falling in Love (1984) tem uma Meryl Streep jovem, enquando em (2) Julie & Julia (2009), a atriz está mais madura e é baseado em uma história real, assim como a historia de (3) Into the Wild (2007) que é dirigido por Sean Pen que é o protagonista do (4) This must be the place (2011). Agora prepare a pipoca, escolha o seu filme e boa diversão.


    1. Falling in Love (1984) com Meryl Streep e Robert De Niro [IMDB]
    Este filme me conquistou inicialmente pela música de Dave Grusin. A música envolve os momentos importantes desta comédia romântica estrelada por uma linda e jovem Meryl Streep. A cidade de Nova York é uma personagem importante neste filme de 1984, unindo e separando pessoas na sua constante agitação. Um filme ótimo para uma tarde chuvosa com um bom vinho (sem pipoca) ao lado da sua pessoa mais querida.
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    2. Julie & Julia (2009) (com Meryl Streep e Amy Adams) [IMDB]
    Não assista este filme com fome. É um filme para os foodies e pra quem gosta de cozinhar. Mais uma linda interpretação de Meryl Streep no papel de Julia Child autora dos mais famosos livros de colunária para os americanos. O filme alterna a história de Julia com uma blogueira em 2002 Julie Powell que pretende cozinhar todas as recitas do primeiro livro de Child. O filme é baseado em uma história real.
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    3. Into the Wild (2007) (Direção Sean Pen) [IMDB]
    Pode ser que eu tenha gostado deste filme porque eu li o livro, mas outros que viram só o filme também gostaram. Outro filme baseado em uma história real, e terrivelmente real. Eu acho um filme duro e difícil, um road movie de um jovem na procura da sua verdade, questiona os EUA, questiona as convensões, um tapa na cara dos conformistas.
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    4. This must be the place (2011) (com Sean Pen) [IMDB]
    Um filme estranho, que já dá pra ver pelo poster com Sean Pen vestido como Cheyenne um Rock Star aposentado, que vive dos seus direitos autorais em Dublin. Ele decide voltar à Nova York para procurar o homem responsável pelo sofrimento do seu pai, recentemente falecido, durante a segunda grande guerra. Com uma participação mais do especial do Talking Head David Byrne. Um filme para hispters e antenados. Uma tenção especial à Fotografia deste filme, com ângulos e panorâmicas de tirar o fôlego.

    Zero to One: One Star

    Zero to One: Notes on Startups, or How to Build the FutureZero to One: Notes on Startups, or How to Build the Future by Peter Thiel

    My rating: 1 of 5 stars

    Very disappointing. When you have nothing good to say, you would better say nothing.I wish the authors had followed this advice . I will.



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    Muito decepcionante. Quando você não tem nada de bom a dizer, seria melhor não dizer nada.Gostaria que o autores tivessem seguido esse conselho. Eu vou.

    Lock In de John Scalzi

    A história se passa em um futuro próximo onde uma doença deixa pessoas paralisadas (locked in), mas que a tecnologia combinada de redes neurais, redes e robôs permitem dar uma “vida normal” e ativa para esta população. Com esta premissa o autor desenvolve um thriller policial competente e despretensioso.
    O livro é ágil, com personagens relativamente bem desenvolvidos e que levam à simpatia do leitor. Não é uma grande obra, nem vai revolucionar a ficção científica, mas não decepciona. Tem tudo pra se tornar um filme ou uma série de TV de sucesso. O livro poderia aprofundar mais os personagens, poderia tentar discutir os limites do humano e do robô ou poderia discutir a vida dos pacientes presos na suas camas de hospital, mas não faz nada disso. O autor poderia também escrever um livro bem pesado, longo e chato mas também não o faz. Fica no meio termo que me agradou o suficiente para ler a história até o fim e querer saber o desfecho. Não é o primeiro livro do John Scalzi que eu leio e certamente não será o último.
    Lock InLock In by John Scalzi

    My rating: 4 of 5 stars

    The story is set in a near future where a disease leaves people paralyzed (locked in), but the combination of neural networks, robots and technology allow this population to have an active “normal life”. With this premise the author develops a competent, unpretentious thriller.
    The book is agile, with relatively well-developed characters, that leads to the reader’s sympathy. It is a great work, nor it will revolutionize science fiction, but it does not disappoint. It has everything to become a successful movie or a TV series. The book could further deepen the characters, could try to discuss the limits of the human and the robot or could discuss the lives of patients stuck in their hospital beds, but it does nothing of that. The author could also write a very heavy, long and boring book, but neither does this too. In the middle term which pleased me enough to read the story to the end and it kept me wanting to know the outcome. It is the not the first book I read from John Scalzi and certainly it will not be the last.



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    Dicas para começar a fotografar

    Uma das coisas que eu mais gosto, sobre fotografia, é que ela é uma combinação de alguma nerdice e muita arte. No lado nerd estão as noções de ótica, conhecimentos de física e movimento, além, é claro, do uso de softwares interessantes para pós-processar as imagens. No lado da arte estão o olhar, a atenção aos detalhes, o notas coisas que sempre estiveram ao seu lado, mas você nunca as viu. Depois de começar a fotografar passei a notar enquadramentos, texturas, perspectivas, entre outras coisas, e sem dúvida o mundo ficou mais interessante e bonito.

    Se você quiser começar com o lado artístico, eu posso te ajudar muito pouco. Talvez uma dica seja a de ver muitas fotos, boas de preferência, e tentar ver porque elas são boas e como poder reproduzi-las.

    Se você quiser começar com o lado nerd um bom começo é tentar tirar fotos no modo manual (M). Uma das coisas mais importantes para isso é entender o conceito de exposição (exposure). Fotografia quer dizer escrever com a luz, assim, o controle de quanta luz você deixar ser exposta ao sensor é o grande segredo.

    A exposição é uma combinação de 3 fatores: velocidade do obturador, abertura e o ISO:

  • A Velocidade do obturador medida em frações de segundo (1/50, 1/200…) deve ser baixa, quanto mais velocidade, menos luz.
  • Abertura, conhecida como f-stop, que possui medidas como f-2.2 f-3.5 f-4.5 f-6.0 deve ser baixa (mais abertura): quanto maior a abertura mais luz e menor o f-stop. Em geral o f-stop é limitado pelo tipo de lente.
  • O ISO está relacionado com a sensibilidade do sensor e varia como ISO 100, 200, 400, 800, 16000, 32000: quanto maior o ISO mais sensível, mas piora qualidade, assim se deseja um ISO baixo para ter uma boa qualidade.
  • Algumas regras básicas, se é que existem regras, poderiam ser:

    a) O f-stop está ligado à profundidade de campo, mas em geral use o menor possível. Isso vai fazer com que você está aproveitando o máximo da luz disponível, mas apenas uma pequena parte do elemento vai estar em foco, criando o chamado bokeh (fundo fora de foco), como na foto abaixo. Se esse não é a sua intensão, aumente o f-stop, mas lembre-se que vai precisar mudar a velocidade ou o ISO para compensar. Um modo semi-automático, que é o que eu mais uso e o chamado prioridade de abertura (AV) onde se define o f-stop e o ISO e a máquina ajusta a velocidade necessário para garantir uma boa iluminação. É o modo mais rápido de ajuste, mas quando a foto tem partes muito claras e escuras pode não funcionar bem e o jeito é usar o modo Manual.

    b) A velocidade não é um problema muito grande, se for baixa demais, a foto pode sair tremida. Para não tremer tem que garantir uma velocidade mínima. Uma regra prática é que a velocidade mínima seja de 1/d onde d é a distância focal da lente. Se você está tirando foto com uma lente de 100mm a velocidade mínima deveria ser 1/100, para você conseguir segurar a máquina com a mão e não tremer. As vezes, você quer uma velocidade baixa para tentar capturar o movimento, como na foto abaixo

    c) O ISO ideal é o menor possível, mas para usar 100 vai ter que ter muita luz (dia ensolarado) se usar um valor muito alto a imagem vai sair granulada. Um valor intermediário 400 em geral é o mais usado. Variar o ISO corresponde a ter um filme mais ou menos sensível. Usar um ISO alto é necessário em situações de baixa iluminação, como na foto abaixo, tirada a noite onde usei ISO 1600.

    d) O balanço de branco (WB) define a temperatura da foto (uma lâmpada incandescente é mais quente que uma lampada fluorescente, que é fria) ajustar o WB vai compensar a cor da luz na foto e tirar uma foto mais verdadeira. Em geral as fotos mais quentes são mais agradáveis, como no exemplo abaixo. Pode se alterar o balanço de branco na máquina ou no pós processamento. Deixar o WB como um tempo nublado (mesmo durante o dia claro) é uma boa tática para fotos com bom contraste.

    e) O disparador tem dois estágio no primeiro, quando se começa a apertar, ele faz os calculos e mostra no visor qual a exposição, velocidade e também faz o foco. Veja na foto abaixo que o foco não está no centro da foto, que procura usar um grande espaço livre para dar balanço na composição, já que o modelo não ajuda.

    f) A questão do zoom é uma outra questão interessante e bem nerd, mas vou deixar para outro post. No momento só precisa saber que 50mm é a medida bem próxima de como uma foto digital se aproxima com a visão normal. Se a distância for menor (35, 18) você tem uma foto muito aberta (grande focal) até medidas proximas de 8, 10 em um olho de peixe, e um ZOOM -. Se você for para medidas maiores 100, 200, 300 ou em fotos esportivas e de pássaros 400 você tem uma telefoto e um ZOOM +. Tenho usado uma lente de 35mm em uma câmera com um sensor reduzido (Croped Sensor) que leva a fotos próximas dos 50mm. Veja este post a minha análise da lente de 35mm.

    Bom, agora saia da frente do computador e vá tirar fotos.