Author Archives: Eduardo Deboni

Canetas Parker 51: item de coleção

A Parker 51 é considerada por muitos colecionadores a melhor caneta que jamais foi feita. Desenvolvida em 1939 e apresentada ao mercado em 1941, foi imitada por muitos e se tornou uma marca icônica entre as canetas tinteiro no mundo inteiro. Seu design se encontrava 10 anos à frente do seu tempo. O uso de uma pena de ouro encapsulada no corpo evitada vazamentos. Usava um plastico inovador chamado de Lucite, durável e estável Seu lançamento comemora os 51 anos da empresa. Teve algumas poucas mudanças no sistema de enchimento mas seu design se manteve até o final da produção.

A Parker “51” como um item de coleção

Há não muito tempo atrás a Parker 51 não era considerada um item de coleção, nem era considerada uma caneta “vintage”. Isto se deve ao fato de que milhões de canetas foram fabricadas, e ainda hoje elas são amplamente encontradas a preços acessíveis. Partes de “51” são fáceis de achar, o que facilita o reparo e a disponibilidade. Isso tudo começou a mudar a poucos anos, com uma redescoberta da Parker 51 por pessoas nostálgicas da sua juventude, ou de lembranças de seus pais e avós escrevendo com elas. Existe uma enorme variedade de Parker 51 para serem colecionadas e rapidamente é possível montar uma coleção representativa. Muitas canetas estão em ótimo estado de conservação, algumas até nunca foram usadas. Eu mesmo usei uma Parker 51 como minha caneta do dia a dia por vários anos.

Muitos colecionadores preferem canetas impecáveis, em um estado perfeito de conservação. Eu não me importo de um pequeno arranhão ou marca de uso. Para mim são como as rugas e cicatrizes no rosto de uma pessoa, elas impõem respeito e fazem parte da sua história, nunca um demérito. Coleciona-se também as caixas originais e até o selo do preço, o display da loja e o recibo da venda.

Algumas Parker 51 mais antigas possuem “joias” no final do corpo, e no clip, chamadas de “Joias Duplas” (double jewes) que são mais raras das que tem um final do corpo arredondado e um clip mais simples. As “joias” são, na verdade, pontos de plastico transparente no forma de losangos ou pirâmides.

O método de enchimento também é um sinal de evolução da caneta tinteiro. A Parker 51 não possui métodos mais antigos como o da alavanca, mas as primeiras usavam um sistema chamado de aerométrico com uma pequena bombinha no final do corpo. Este sistema foi substituído, posteriormente, por um método chamado Vacumatic, que usa uma reservatório de borracha. As canetas aerométricas são mais raras e podem ser ainda muito confiáveis até hoje.


Esquema da estrutura interna da Parker 51.

Um ponto muito importante para quem gosta de caneta tinteiro, sem se importar com a coleção, é o fato de que a Parker 51 é uma das canetas mais gostosas de escrever que eu já usei. Mesmo canetas modernas não conseguem reproduzir o traço suave e o fluxo constante de tinta que a Parker 51 possui. É uma caneta pequena, quando comparadas com outras canetas tinteiro mais robustas como a Mont Blanc, por exemplo, e por isso extremamente portátil e prática.

Código de Datas da Parker

Desde cerca de 1934 até 1950, as canetas Parker (e algumas lapiseiras também) foram marcadas no corpo para indicar a data da sua produção. Inicialmente, o código consistia de dois dígitos: o primeiro indicava o trimestre e o segundo o ano. No final dos anos 30, o código mudou para a forma de um único dígito representando o ano e até 3 pontos para representar o trimestre. Com 3 pontos indicando o primeiro trimestre, e a cada trimestre um ponto era retirado, assim no último trimestre não restava nenhum ponto.

De 1950 a data voltou a ter dois dígitos com “50” representando 1950, “51” para 1951 e assim por diante. O sistema que começou em 34 parou de ser usado depois de 55. As canetas Vacumatics que foram produzidas em 1950, levavam um código de um dígito com uma fonte maior do as produzidas nos Estados Unidos. Um código similar de datas pode ser encontrado nas canetas Parker feitas no Canadá na mesma época.

Várias anormalidades podem ser encontradas nos sistemas de codificação de datas. Mas não vão ser encontrados sistemas de codificação de datas em canetas anteriores a estas datas. A Parker voltou a ter códigos de data na sua produção nos anos 70. Estes códigos usavam um das 10 letras da palavra “QUALITYPEN” para representar um digito do anos de 0 a 9., seguida das letras E, C, L ou I para indicar o trimestre. Assim QC indicava uma caneta fabricada no segundo trimestre de 1980. Um outro método, usado a partir de 1987 para designar o trimestre foi o de usar três barras verticais para o primeiro trimestre, dois para o segundo, um para o terceiro e nenhuma para o quarto.

Nota-se que várias Parker 51 de 1946-47 levam um prefixo “T”. Há vários exemplos que vão do segundo trimestre de 1946 ao 2o trimestre de 1947. O mais famoso e comum é o T6. Uma explicação para o T seria o de indicar que a caneta foi produzida na fábrica da Parker de Toronto. Isso deve ser um erro com certeza porque as canetas tem uma marca que indica que elas foram “MADE IN U.S.A.”. O “T” pode ser encontrado em canetas 51 dos Estados Unidos. Havia, naquela época, uma grande demanda por canetas devido ao pós-guerra. Ou seja, até hoje não se sabe o que o “T” significava.

A Parker 51 moderna

Quem quiser comprar hoje uma caneta que reproduz quase todas as características da Parker 51 pode adquirir uma HERO 616, de fabricação chinesa com as mesmas características e dimensões das Parker 51 do final da produção, por um preço muito acessível. Quem preferir pode investir um pouco mais e comprar uma Parker 51 original de lojas especializadas ou de outros colecionadores, e se tornar um apaixonado por essa caneta como eu.

Links para comprar canetas

  • NYCPens
  • StarFountainPen
  • Ravil – Tintas e Canetas
  • Links

  • Parker51
  • Vintage Pens
  • Parker Pens
  • Pentrace
  • Pesquisa: Gerenciando Referências Bibliográficas

    Uma das etapas mais importantes de uma pesquisa é a chamada revisão bibligráfica, onde se procura estabelecer o estado da arte do tema que se está pesquisando. O que se deseja saber é o que já foi publicado sobre o tema, o que já se concluiu, e quais as alternativas e os problemas atuais. Se uma bibliografia forte não ha pesquisa.

    Obter, ler e organizar as referências bibliográficas pode ser uma tarefa trabalhosa, assim aqui vão algumas dicas:

    Programas para Gerenciar as Referencias
    Para isso tenho recomendado aos meus orientandos o uso de um programa para gerenciar as referências. Existem vários e vale a pena dar uma pesquisada na web para saber o que melhor se encaixa com o seu perfil. Eu já usei o Jabref e agora estou usando o Zotero.

    O Zotero permite ler os metadados das referências no formato BibTex, associar um pdf e comentários (resumo) às referencias. O programa permite gerar as lista de referências em diversos formatos para publicação. Existe inclusive o formato da ABNT pré-programado. (https://www.zotero.org/styles?q=ABNT)

    Por Exemplo:

    HARTMAN, P. et al. Method and system for placing a purchase order via a communications network, 28 set. 1999. Disponível em:

    HOGUE, C. W. V. Structure databases. In: BAXEVANIS, A. D.; OUELLETTE, B. F. F. (Eds.).Bioinformatics. Life Sciences Series. 2. ed. New York, NY: Wiley-Interscience, 2001. p. 83–109.

    KÖTTER, P.; CIRIACY, M. Xylose fermentation by Saccharomyces cerevisiae. Applied Microbiology and Biotechnology, v. 38, n. 6, p. 776–783, 1 mar. 1993.

    PEAR, R. Crisis puts tax moves into play. The New York Times, 2 out. 2008.

    SAMBROOK, J.; RUSSELL, D. W. Molecular cloning: a laboratory manual. 3. ed. Cold Spring Harbor, NY: CSHL Press, 2001.

    Uma Rede Social para Pesquisadores

    A Research Gate é Rede Social exclusiva para pesquisadores. Para se vincular é preciso ter vínculo com institutos de pesquisa. Foi criada para incentivar pesquisas colaborativas entre pesquisadores de diferentes partes do mundo. É um bom para criar uma rede de pesquisa e trocar publicações. Vale a pena se filiar se você pretende entrar à sério nesta área.

    Busca por Referências
    Aqui estão alguns links úteis para buscar por essas referências. Veja que elas estão um pouco mais orientadas para Engenharia de Software e que em outras áreas a lista vai ser bem diferente.

    Biblioteca Digital do IEEE
    quase todos pagos (provavelmente na POLI você vai conseguir acessar os artigos de graça)

    Google Scholar – bom para conferir se as referências estão completas, e obter os demais detalhes como Vol, No, Paginas, etc. Um link do artigo mostra a referência no padrão BibTex que pode ser copiado no software que gerencia as referências.

    Directory of Open Access Journals (europeu) – muito bom – vários periódicos de acesso gratuito de diversas nações .

    Diretório Brasileiro de Revistas – Scielo – as revistas financiadas pelo CNPq são listadas aqui.

    Colombia – Publindex – especializado em TI

    Plataforma Open Access de Revistas Científicas Eletronicas Españolas y Latinoamericanas

    Red de Revistas Científicas de América Latina y el Caribe, España y Portugal. Universidad Autónoma del Estado de México

    Latindex – Sistema Regional de Información en Linea para Revistas Científicas de América Latina, el Caribe España y Portugal.

    EBSCOhost databases and discovery technologies are the most-used, premium online information resources for tens of thousands of institutions worldwide, representing millions of end-users

    ERCIM – On line edition (editora digital)

    Biblioteca de Domínio Público – pouca coisa atualizada na área técnica, mas se você gosta de ler…

    Boa Pesquisa!

    O que assistir no NetFlix?


    Muitas vezes escolher filmes no Netflix é difícil. Não pela quantidade de bons títulos, mas pela dificuldade de achar alguma coisa boa que eu ainda não tenha visto . Pra facilitar a sua vida, selecionei 4 filmes que acho que não são muito conhecidos, e que eu gostei muito quando eu vi, e que estão disponíveis no Netflix. O que eles têm em comum, quase nada. São todos um pouco road-movies com exceção do (2), com uma boa história se passando na estrada (ou na ferrovia(1)) . Fazendo um elo de igação entre os filmes, se descobre que (1) Falling in Love (1984) tem uma Meryl Streep jovem, enquando em (2) Julie & Julia (2009), a atriz está mais madura e é baseado em uma história real, assim como a historia de (3) Into the Wild (2007) que é dirigido por Sean Pen que é o protagonista do (4) This must be the place (2011). Agora prepare a pipoca, escolha o seu filme e boa diversão.


    1. Falling in Love (1984) com Meryl Streep e Robert De Niro [IMDB]
    Este filme me conquistou inicialmente pela música de Dave Grusin. A música envolve os momentos importantes desta comédia romântica estrelada por uma linda e jovem Meryl Streep. A cidade de Nova York é uma personagem importante neste filme de 1984, unindo e separando pessoas na sua constante agitação. Um filme ótimo para uma tarde chuvosa com um bom vinho (sem pipoca) ao lado da sua pessoa mais querida.
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    2. Julie & Julia (2009) (com Meryl Streep e Amy Adams) [IMDB]
    Não assista este filme com fome. É um filme para os foodies e pra quem gosta de cozinhar. Mais uma linda interpretação de Meryl Streep no papel de Julia Child autora dos mais famosos livros de colunária para os americanos. O filme alterna a história de Julia com uma blogueira em 2002 Julie Powell que pretende cozinhar todas as recitas do primeiro livro de Child. O filme é baseado em uma história real.
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    3. Into the Wild (2007) (Direção Sean Pen) [IMDB]
    Pode ser que eu tenha gostado deste filme porque eu li o livro, mas outros que viram só o filme também gostaram. Outro filme baseado em uma história real, e terrivelmente real. Eu acho um filme duro e difícil, um road movie de um jovem na procura da sua verdade, questiona os EUA, questiona as convensões, um tapa na cara dos conformistas.
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    4. This must be the place (2011) (com Sean Pen) [IMDB]
    Um filme estranho, que já dá pra ver pelo poster com Sean Pen vestido como Cheyenne um Rock Star aposentado, que vive dos seus direitos autorais em Dublin. Ele decide voltar à Nova York para procurar o homem responsável pelo sofrimento do seu pai, recentemente falecido, durante a segunda grande guerra. Com uma participação mais do especial do Talking Head David Byrne. Um filme para hispters e antenados. Uma tenção especial à Fotografia deste filme, com ângulos e panorâmicas de tirar o fôlego.

    Zero to One: One Star

    Zero to One: Notes on Startups, or How to Build the FutureZero to One: Notes on Startups, or How to Build the Future by Peter Thiel

    My rating: 1 of 5 stars

    Very disappointing. When you have nothing good to say, you would better say nothing.I wish the authors had followed this advice . I will.



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    Muito decepcionante. Quando você não tem nada de bom a dizer, seria melhor não dizer nada.Gostaria que o autores tivessem seguido esse conselho. Eu vou.

    Lock In de John Scalzi

    A história se passa em um futuro próximo onde uma doença deixa pessoas paralisadas (locked in), mas que a tecnologia combinada de redes neurais, redes e robôs permitem dar uma “vida normal” e ativa para esta população. Com esta premissa o autor desenvolve um thriller policial competente e despretensioso.
    O livro é ágil, com personagens relativamente bem desenvolvidos e que levam à simpatia do leitor. Não é uma grande obra, nem vai revolucionar a ficção científica, mas não decepciona. Tem tudo pra se tornar um filme ou uma série de TV de sucesso. O livro poderia aprofundar mais os personagens, poderia tentar discutir os limites do humano e do robô ou poderia discutir a vida dos pacientes presos na suas camas de hospital, mas não faz nada disso. O autor poderia também escrever um livro bem pesado, longo e chato mas também não o faz. Fica no meio termo que me agradou o suficiente para ler a história até o fim e querer saber o desfecho. Não é o primeiro livro do John Scalzi que eu leio e certamente não será o último.
    Lock InLock In by John Scalzi

    My rating: 4 of 5 stars

    The story is set in a near future where a disease leaves people paralyzed (locked in), but the combination of neural networks, robots and technology allow this population to have an active “normal life”. With this premise the author develops a competent, unpretentious thriller.
    The book is agile, with relatively well-developed characters, that leads to the reader’s sympathy. It is a great work, nor it will revolutionize science fiction, but it does not disappoint. It has everything to become a successful movie or a TV series. The book could further deepen the characters, could try to discuss the limits of the human and the robot or could discuss the lives of patients stuck in their hospital beds, but it does nothing of that. The author could also write a very heavy, long and boring book, but neither does this too. In the middle term which pleased me enough to read the story to the end and it kept me wanting to know the outcome. It is the not the first book I read from John Scalzi and certainly it will not be the last.



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    Dicas para começar a fotografar

    Uma das coisas que eu mais gosto, sobre fotografia, é que ela é uma combinação de alguma nerdice e muita arte. No lado nerd estão as noções de ótica, conhecimentos de física e movimento, além, é claro, do uso de softwares interessantes para pós-processar as imagens. No lado da arte estão o olhar, a atenção aos detalhes, o notas coisas que sempre estiveram ao seu lado, mas você nunca as viu. Depois de começar a fotografar passei a notar enquadramentos, texturas, perspectivas, entre outras coisas, e sem dúvida o mundo ficou mais interessante e bonito.

    Se você quiser começar com o lado artístico, eu posso te ajudar muito pouco. Talvez uma dica seja a de ver muitas fotos, boas de preferência, e tentar ver porque elas são boas e como poder reproduzi-las.

    Se você quiser começar com o lado nerd um bom começo é tentar tirar fotos no modo manual (M). Uma das coisas mais importantes para isso é entender o conceito de exposição (exposure). Fotografia quer dizer escrever com a luz, assim, o controle de quanta luz você deixar ser exposta ao sensor é o grande segredo.

    A exposição é uma combinação de 3 fatores: velocidade do obturador, abertura e o ISO:

  • A Velocidade do obturador medida em frações de segundo (1/50, 1/200…) deve ser baixa, quanto mais velocidade, menos luz.
  • Abertura, conhecida como f-stop, que possui medidas como f-2.2 f-3.5 f-4.5 f-6.0 deve ser baixa (mais abertura): quanto maior a abertura mais luz e menor o f-stop. Em geral o f-stop é limitado pelo tipo de lente.
  • O ISO está relacionado com a sensibilidade do sensor e varia como ISO 100, 200, 400, 800, 16000, 32000: quanto maior o ISO mais sensível, mas piora qualidade, assim se deseja um ISO baixo para ter uma boa qualidade.
  • Algumas regras básicas, se é que existem regras, poderiam ser:

    a) O f-stop está ligado à profundidade de campo, mas em geral use o menor possível. Isso vai fazer com que você está aproveitando o máximo da luz disponível, mas apenas uma pequena parte do elemento vai estar em foco, criando o chamado bokeh (fundo fora de foco), como na foto abaixo. Se esse não é a sua intensão, aumente o f-stop, mas lembre-se que vai precisar mudar a velocidade ou o ISO para compensar. Um modo semi-automático, que é o que eu mais uso e o chamado prioridade de abertura (AV) onde se define o f-stop e o ISO e a máquina ajusta a velocidade necessário para garantir uma boa iluminação. É o modo mais rápido de ajuste, mas quando a foto tem partes muito claras e escuras pode não funcionar bem e o jeito é usar o modo Manual.

    b) A velocidade não é um problema muito grande, se for baixa demais, a foto pode sair tremida. Para não tremer tem que garantir uma velocidade mínima. Uma regra prática é que a velocidade mínima seja de 1/d onde d é a distância focal da lente. Se você está tirando foto com uma lente de 100mm a velocidade mínima deveria ser 1/100, para você conseguir segurar a máquina com a mão e não tremer. As vezes, você quer uma velocidade baixa para tentar capturar o movimento, como na foto abaixo

    c) O ISO ideal é o menor possível, mas para usar 100 vai ter que ter muita luz (dia ensolarado) se usar um valor muito alto a imagem vai sair granulada. Um valor intermediário 400 em geral é o mais usado. Variar o ISO corresponde a ter um filme mais ou menos sensível. Usar um ISO alto é necessário em situações de baixa iluminação, como na foto abaixo, tirada a noite onde usei ISO 1600.

    d) O balanço de branco (WB) define a temperatura da foto (uma lâmpada incandescente é mais quente que uma lampada fluorescente, que é fria) ajustar o WB vai compensar a cor da luz na foto e tirar uma foto mais verdadeira. Em geral as fotos mais quentes são mais agradáveis, como no exemplo abaixo. Pode se alterar o balanço de branco na máquina ou no pós processamento. Deixar o WB como um tempo nublado (mesmo durante o dia claro) é uma boa tática para fotos com bom contraste.

    e) O disparador tem dois estágio no primeiro, quando se começa a apertar, ele faz os calculos e mostra no visor qual a exposição, velocidade e também faz o foco. Veja na foto abaixo que o foco não está no centro da foto, que procura usar um grande espaço livre para dar balanço na composição, já que o modelo não ajuda.

    f) A questão do zoom é uma outra questão interessante e bem nerd, mas vou deixar para outro post. No momento só precisa saber que 50mm é a medida bem próxima de como uma foto digital se aproxima com a visão normal. Se a distância for menor (35, 18) você tem uma foto muito aberta (grande focal) até medidas proximas de 8, 10 em um olho de peixe, e um ZOOM -. Se você for para medidas maiores 100, 200, 300 ou em fotos esportivas e de pássaros 400 você tem uma telefoto e um ZOOM +. Tenho usado uma lente de 35mm em uma câmera com um sensor reduzido (Croped Sensor) que leva a fotos próximas dos 50mm. Veja este post a minha análise da lente de 35mm.

    Bom, agora saia da frente do computador e vá tirar fotos.

    4 x When I Heard the Learn’d Astronomer


    Organizei aqui quatro formas diferentes deste famoso poema de Walt Whitman:
    1. O poema original em inglês,
    2. Um vídeo com a declamação do poema
    3. Minha versão em português
    4. Uma versão em quadrinhos

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    1. When I Heard the Learn’d Astronomer
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    BY WALT WHITMAN
    When I heard the learn’d astronomer,
    When the proofs, the figures, were ranged in columns before me,
    When I was shown the charts and diagrams, to add, divide, and measure them,
    When I sitting heard the astronomer where he lectured with much applause in the lecture-room,
    How soon unaccountable I became tired and sick,
    Till rising and gliding out I wander’d off by myself,
    In the mystical moist night-air, and from time to time,
    Look’d up in perfect silence at the stars.

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    2. Um vídeo com a declamação do poema
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    3. Minha versão em português
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    Quando Ouvi o Astrônomo Erudito
    POR WALT WHITMAN

    Quando ouvi o astrônomo erudito,
    Quando as provas, os números, foram organizados em colunas na minha frente,
    Quando me mostraram os gráficos e diagramas, para somá-los, dividí-los e medi-los,
    Quando eu sentado ouvi o astrônomo onde ensinou com muitos aplausos na sala de aula,
    Quando logo, sem saber, fiquei cansado e doente,
    Até levantar e sair, vagando comigo mesmo,
    No ar místico e úmido da noite e, de tempos em tempos,
    Olhava para as estrelas em perfeito silêncio.
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    4. Versão em quadrinhos publicada no io9.com
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    American Gods: no good.

    Esse é meu primeiro livro do Neil Gaiman. Já havia lido algumas histórias da ótima graphic novel “The Sandman” e os 4 volumes em 1991 de outra graphic novel “Book of Magic” que eu gostei bastante. Este livro recebeu muitos comentários elogiosos, e possui uma boa nota no Goodreads e na Amazon. Descobri que o livro tem vários elementos de uma história que eu iria gostar: um pouco de mitologia, um personagem principal forte, uma América decadente como cenário de fundo, um argumento interessante de uma suposta batalha entre deuses modernos (media, computadores e dinheiro) e deuses antigos, alguma fantasia e, aparentemente, um bom autor. Pelo menos era o que eu pensava.

    Li/ouvi a versão revisada comemorativa de 10 anos, onde o autor, no início, comenta sobre a origem da obra e da sua viagem pelos Estados Unidos enquanto escrevia o romance. NO entanto, o livro não conseguiu me conquistar em nenhum momento, e não me digam que eu não tentei. Fui até o fim. Ok, pulei algumas partes, mas confesso que não senti nenhuma falta. O texto parece maior que a história, diálogos herméticos junto com passagens sem sentido.

    Shadow, o personagem principal é até bastante interessante e parece no livro tão perdido quanto o leitor, talvez isso tenha me feito simpatizar com ele. Mas aos poucos ele se comporta como quem passou a entender o que está se passando no livro, mas não contou para nós os leitores. Achei a escolha dos deuses estranha. Um deus índio eu entendo mas Odin? um Minotauro? Um deus egípcio? Deuses nórdicos na América? Parece mais uma salada russa. Ah! O livro tem ciganos russos também. Os deuses modernos não são muito bem construídos, nem explicados e parecem mimados e sem nenhum carisma. O clímax da guerra fria, que é construído ao logo de quase todo o livro acaba no final sem uma solução razoável o que me frustrou ainda mais.

    Infelizmente, o autor pegou um ótima ideia mas não soube desenvolvê-la. Conseguiu transformar tudo em um livro longo e chato. Eu realmente não gostei e não vou recomendá-lo a ninguém. Este foi meu primeiro livro de Neil Gaiman e pode muito bem ser o último. (avaliação 2/5 no GoodReads)

    American Gods (American Gods, #1)American Gods by Neil Gaiman

    My rating: 2 of 5 stars

    This is my first book by Neil Gaiman. I found that the book has many elements of a story that I would like: a bit of mythology, a strong main character, a decadent America as a background, an interesting argument of an alleged battle between modern gods (media, computers and money) and ancient gods, some fantasy, and apparently a good author. At least that’s what I thought.

    However, the book failed to win me over in no time, and don´t tell me that I haven´t tried. I read it to the end. Ok, jumped some parts, but I confess I did not feel any lack of them.

    Shadow, the main character is actually quite interesting and appears in the book as lost as the reader, perhaps this is what made ​​me sympathize with him. But gradually he behaves like someone who started to understand what is going on in the book, but he did not bother to tell us, the readers. I thought a strange choice of gods. An Indian god is ok, but Odin? a Minotaur? An Egyptian god? The book also has Russian Gypsies. The modern gods are not very well built, nor explained and seem like spoiled people with no charisma. The climax of the Cold War, which is built up almost the whole book, ends without a reasonable explanation which frustrated me even more.
    Unfortunately, the author took a great idea but could not develop it to my satisfaction. Managed to turn everything into a long and boring book. I really did not liked it and I could not recommend it to anyone. This was my first book by Neil Gaiman and may well be the last.



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    Comentários sobre Wizard: The Life and Times of Nikola Tesla: Biography of a Genius

    Se o objetivo de uma biografia é para criar o clima dos tempos e da vida de uma pessoa, o tempo e a vida de Tesla eram muito chatos. Este é um livro altamente detalhado, que cita muitos fatos reais, e tenta até descrever detalhes das invenções de Tesla. Você pode ter uma ideia do estilo do autor pelo longo título. O autor também é um fã claro de Tesla, que impede de criar uma certa distância da personagem. Depois de ler as ótimas biografias de Isaacson sobre Jobs e Einstein, posso estar esperando muito. Acho que ainda está faltando uma boa biografia de Tesla, e que a personagem realmente merece. Confesso que não li todo o livro, e que parei depois da metade. Pode ser que eu perdi a melhor parte, provavelmente não. Eu dei 3 estrelas de 5 na Amazon e no Goodreads.

    Wizard: The Life and Times of Nikola Tesla: Biography of a GeniusWizard: The Life and Times of Nikola Tesla: Biography of a Genius by Marc Seifer

    My rating: 3 of 5 stars

    If the goal of a biography is to create the mood of the times and the life of a person, Tesla´s time and life was very boring. This is a highly detailed book, that cites many actual facts, and tries to describe all Tesla´s inventions. You can have a glimpse of the style by the very long title. The author is also a clear fan of Tesla, this may prevents him from creating a certain distance from the character. After reading Mr. Isaacson´s wonderful bios of Jobs and Einstein, I may be expecting too much. I think we are still lacking a good Tesla´s biography, and the character deserves it. I confess I could not go though all the book, and stopped after its half. May be a missed the best part, probably not.



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    Musica classica da OSESP para download

    A OSESP – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo está colocando CDs de música clássica gratuitamente para download no seu website. Esta é uma ótima oportunidade para se conseguir música de qualidade em uma condição excepcional.

    Hoje estão disponíveis os seguintes CDs:
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    HENRIQUE OSWALD

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    >| ALMEIDA PRADO
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    >| AYLTON ESCOBAR – OBRAS PARA CORO
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    >| BRENNO BLAUTH – CONCERTINO PARA OBOÉ E CORDAS
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    >| GILBERTO MENDES 90 ANOS
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    >| GILBERTO SIQUEIRA – MELHORES MOMENTOS
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    Tá esperando o quê pra baixar todos eles?