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Um CheckList para Dissertações de Mestrado

Inspirado no documento proposto pela Universidade do Minho (1) preparei um check list para aplicar nos textos de trabalho de mestrado. Os itens destacam o que deve ser encontrado no texto, servindo como referência para quem já escreveu um texto ou para quem ainda vai escrever.

Um outro artigo interessante no website posgraduando descreve como avaliar os trabalhos científicos.

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O CHECK LIST.

Referencias

(1) Check-list orientadora da escrita da dissertação de mestrado. UMinho

(2) http://posgraduando.com/como-avaliar-trabalhos-cientificos/

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Revisão Sistemática uma Técnica Importante de Pesquisa

Revisão Sistemática da Literatura em Engenharia de SoftwareRevisão Sistemática da Literatura em Engenharia de Software by Nakagawa, Elisa
My rating: 4 of 5 stars

A Revisão Sistemática de Bibliografia (RS) é um método de pesquisa que permite partir de questões de pesquisa e chegar nas referências bibliográficas que traduzem o conhecimento disponível em bases biliográficas para responder a estas perguntas. Este processo que já é aplicado com mais frequência na área de saúde, é agora apresentado, com detalhes, para a área de Engenharia de Software. O livro apresenta o processo de forma minuciosa e bastante didática, sendo de leitura fácil, organizado nos passos que o pesquisador deve seguir com sugestões e exemplos bem práticos.

A possibilidade de sistematização do processo de revisão bibliográfica se dá graças à disponibilidade de bases bibliográficas organizadas como a IEEE Xplore, Google Scholar entre outras. Também a disponibilidade de software de apoio como o programa Start da UFSCAR permite a automação e um alto nível de organização do processo, facilitando as decisões na recuperação das referências e na seleção daquelas que irão compor a revisão. Pode parecer paradoxal mas a Engenharia de Software não é a pioneira, nem a mais organizada nas suas pesquisas, e um aspecto que limita de certa forma a aplicação da Revisão Sistemática em engenharia de software é a quantidade de estudos primários de qualidade disponíveis. Ao contrário das áreas de saúde, por exemplo, onde há uma maior quantidade e qualidade das pesquisas, o pesquisador de engenharia de software vai encontrar dificuldade em responder algumas questões de pesquisa diretamente com a RS. No entando, a partir do resuldado da RS o pesquisador terá um quadro preciso do estado da arte e poderá orientar mais adequadamente sua pesquisa.

O resultado de uma RS pode ser publicado como um estudo secundário e pode despertar interesse específico pela comunidade se prover análises aprofundadas e sínteses perspicazes. Concluindo, este é um livro oportuno e altamente recomendado para todos os pesquisadores em especial oa todos os alunos de pós graduação em engenharia de software.

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Acesso ao programa StArt

Engenharia de Software Metodologia Pesquisa Teste de software

10 anos de Mestrado no IPT

(Observação: os dados acima podem estar mais atualizados que o texto abaixo, escrito em agosto de 2015)

O estudo acima resume as minhas atividades de orientação no mestrado profissional em engenharia de computação no IPT. Dos 33 alunos que iniciaram um trabalho de pesquisa comigo 29 já concluíram mas apenas 14 obtiveram o título de mestre em engenharia da computação, 10 perderam o prazo, 2 desistiram e 3 optaram por mudar de orientador. Assim a taxa de sucesso é de 14/29 = 53% (já descontando os que mudaram de orientador).

Os trabalhos que oriento seguem as disciplinas que eu ministro no curso, há um interesse maior por Teste de Software com 8 trabalhos concluído, Métodos de Desenvolvimento de Software com 3 trabalho e 3 sobre Gerenciamento de Engenharia de Software.

Visite aqui para conhecer mais sobre a minha participação no mestrado do IPT.

Engenharia de Software Pesquisa

Pesquisa: Gerenciando Referências Bibliográficas

SISGRAPH by José Eduardo Deboni on 500px.com

Uma das etapas mais importantes de uma pesquisa é a chamada revisão bibligráfica, onde se procura estabelecer o estado da arte do tema que se está pesquisando. O que se deseja saber é o que já foi publicado sobre o tema, o que já se concluiu, e quais as alternativas e os problemas atuais. Se uma bibliografia forte não ha pesquisa.

Obter, ler e organizar as referências bibliográficas pode ser uma tarefa trabalhosa, assim aqui vão algumas dicas:

Programas para Gerenciar as Referencias
Para isso tenho recomendado aos meus orientandos o uso de um programa para gerenciar as referências. Existem vários e vale a pena dar uma pesquisada na web para saber o que melhor se encaixa com o seu perfil. Eu já usei o Jabref e agora estou usando o Zotero.

O Zotero permite ler os metadados das referências no formato BibTex, associar um pdf e comentários (resumo) às referencias. O programa permite gerar as lista de referências em diversos formatos para publicação. Existe inclusive o formato da ABNT pré-programado. (https://www.zotero.org/styles?q=ABNT)

Por Exemplo:

HARTMAN, P. et al. Method and system for placing a purchase order via a communications network, 28 set. 1999. Disponível em:

HOGUE, C. W. V. Structure databases. In: BAXEVANIS, A. D.; OUELLETTE, B. F. F. (Eds.).Bioinformatics. Life Sciences Series. 2. ed. New York, NY: Wiley-Interscience, 2001. p. 83–109.

KÖTTER, P.; CIRIACY, M. Xylose fermentation by Saccharomyces cerevisiae. Applied Microbiology and Biotechnology, v. 38, n. 6, p. 776–783, 1 mar. 1993.

PEAR, R. Crisis puts tax moves into play. The New York Times, 2 out. 2008.

SAMBROOK, J.; RUSSELL, D. W. Molecular cloning: a laboratory manual. 3. ed. Cold Spring Harbor, NY: CSHL Press, 2001.

Uma Rede Social para Pesquisadores

A Research Gate é Rede Social exclusiva para pesquisadores. Para se vincular é preciso ter vínculo com institutos de pesquisa. Foi criada para incentivar pesquisas colaborativas entre pesquisadores de diferentes partes do mundo. É um bom para criar uma rede de pesquisa e trocar publicações. Vale a pena se filiar se você pretende entrar à sério nesta área.

Busca por Referências
Aqui estão alguns links úteis para buscar por essas referências. Veja que elas estão um pouco mais orientadas para Engenharia de Software e que em outras áreas a lista vai ser bem diferente.

Biblioteca Digital do IEEE
quase todos pagos (provavelmente na POLI você vai conseguir acessar os artigos de graça)

Google Scholar – bom para conferir se as referências estão completas, e obter os demais detalhes como Vol, No, Paginas, etc. Um link do artigo mostra a referência no padrão BibTex que pode ser copiado no software que gerencia as referências.

Directory of Open Access Journals (europeu) – muito bom – vários periódicos de acesso gratuito de diversas nações .

Diretório Brasileiro de Revistas – Scielo – as revistas financiadas pelo CNPq são listadas aqui.

Colombia – Publindex – especializado em TI

Plataforma Open Access de Revistas Científicas Eletronicas Españolas y Latinoamericanas

Red de Revistas Científicas de América Latina y el Caribe, España y Portugal. Universidad Autónoma del Estado de México

Latindex – Sistema Regional de Información en Linea para Revistas Científicas de América Latina, el Caribe España y Portugal.

EBSCOhost databases and discovery technologies are the most-used, premium online information resources for tens of thousands of institutions worldwide, representing millions of end-users

ERCIM – On line edition (editora digital)

Biblioteca de Domínio Público – pouca coisa atualizada na área técnica, mas se você gosta de ler…

Boa Pesquisa!

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A importância do Doutorado

Ditado popular: Rapadura é doce, mas não é mole.

NO ENSINO FUNDAMENTAL
Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível.

NO ENSINO MÉDIO
Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, porém não muda de forma quando pressionado.

NA GRADUAÇÃO
O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e, apresentando-se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, tem sabor deleitável da secreção alimentar das abelhas; todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.

NO MESTRADO
A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando-se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente o paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo. Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opo stas.

NO DOUTORADO
O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus officinarum, (Linneu, 1758) isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e restas retilíneas, configurando pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindo impressão sensorial equivalente provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto, que ocorre no líquido nutritivo da alta viscosidade, produzindo nos órgãos especiais existentes na Apis mell ifera.(Linneu, 1758) No entanto, é possível comprovar experimentalmente que esse dissacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica, apresenta considerável resistência a modificar apreciavelmente suas dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em consequência da pequena capacidade de deformação que lhe é peculiar.

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Vídeos de Metodologia de Pesquisa

PORTUGAL-224

O YouTube pode ser usado como um bom recurso de aprendizado. Até acredito que isso vá se firmar no futuro, com cursos completos oferecidos aqui.

Encontrei algum material interessante sobre metodologias de pesquisa científica, que procurei organizar aqui para meus alunos. Apesar de algumas das aulas não serem voltadas para área de engenharia de software, os conceitos gerais podem ser generalizados e aplicados em outras as áreas de pesquisa como a engenharia.

A primeira vídeo-aula, apresenta Métodos de Pesquisa em psicologia, mas que podem ser aplicados facilmente para outras áreas:

Eu traduziria a introspeção como uma experiência pessoal, sem valor científico. Os demais métodos apresentados são equivalentes, na nossa área, aos: Estudo de Caso, Survey e o Método Experimental.

Método Experimental
Este segundo é uma apresentação de 2 minutos sobre o Método de Experimental de Pesquisa:

Esse é o método clássico de pesquisa e pode ser resumido como:
1. Fazer uma pergunta
2. Realizar a pesquisa
3. Formular Hipóteses
4. Experimentar
5. Tirar uma conclusão.

Observar que: “se uma hipótese não puder ser refutada não é uma proposta científica”.

Aqui uma apresentação [video] mais “engraçadinho” do Método Científico (Scientific Method) para quem gosta deste estilo:

Estudo de Caso
Uma palestra em 3 partes muito boa e detalhada (18 minutos) sobre um método de pesquisa muito usado na nossa área o Estudo de Caso.

Parte 1 de 3 -Definição e introdução
Que é uma forma estruturada de pesquisa, usada para estudar um fenômeno atual no seu contexto real.

[video] Parte 2 de 3.
[video] Parte 3 de 3.

Pesquisa-Ação

Esta é uma apresentação bem curta (1m50) em inglês do método de pesquisa e ação, mas é bem superficial e não mostra como se aplica o método.

Aqui começa uma série de 3 apresentações longas sobre o método de Pesquisa-Ação. Não gostei muito destes mas não achei vídeos melhores sobre o assunto:
Parte 1 [video]
Parte 2 [video]
Parte 3 [video]

Grounded-Theories
Uma excente série de 4 partes sobre a Grounded Theory por Graham Gibbs

lectures on grounded theory 1 de 4

Outras referencias interessantes:

[video] Feynman on Scientific Method.
[video] Popper's "Science as Falsification" (1963). A discussion in the philosophy of science.
[video] Metodologias Qualitativas e Quantitativas
[canal] Research Methods in Social Sciences por Graham Gibbs

Conclusão
Para os alunos que estão iniciando uma pesquisa de mestrado é importante conhecer os métodos de pesquisas e suas definições para selecionar a técnica mais adequada para o seu caso.

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Uma ajuda Computacional à Saúde

Moto SAMU

Fui palestrante no Seminário Sistemas de Informações Geográficas, realizado no dia 20 de Junho como parte da programação do MundoGEO#Connect LatinAmerica 2013, Conferência e Feira de Geomática e Soluções Geoespaciais, realizado de 18 a 20 de junho no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

Minha palestra fez parte de uma mesa redonda sobre “Em quanto tempo o investimento em geoprocessamento retorna para uma empresa ou órgão público?” em conjunto com o João Rocha | Bentley Systems e Xavier Torret | Tecnicsassociats.

Um tema difícil e que não tem uma resposta definitiva ou única. Minha abordagem foi de demonstrar como aumentar o retorno ao investimento em Geo investindo no reaproveitamento de bases de dados já disponíveis e que podem ser georeferenciadas, gerando uma visão espacial da informação muito útil para o planejamento e tomada de decisão.

A palestra Estudo de Caso: Geo-codificando dados do Ministério da Saúde pode ser obtida aqui.

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Escrever um Projeto de Mestrado (revisado)

Escada do Museu Pompidou

Esta é minha segunda versão de um post que publiquei em 2008, para ajudar meus alunos a organizar um projeto de pesquisa, antes de iniciarmos uma orientação.

Um projeto do Mestrado é um texto curto (de 1 a 3 páginas) que resume o trabalho que se pretende desenvolver como pesquisa. Apesar de ser um texto curto o trabalho para escrevê-lo não é pequeno, envolve pesquisa, muita leitura e algumas decisões importantes. Este post serve de índice para se escrever um projeto. Não existe um roteiro, muito menos uma receita de bolo de como criar um projeto de pesquisa.

O processo de criação do projeto é iterativo, pode começar com o título, com o objetivo ou com as referências ou até com a metodologia. Crie uma primeira versão, veja a relação entre as partes e faça uma nova iteração até convergir para um projeto que agrade e seja viável. Com o projeto em mãos vai ser mais fácil encontrar um orientador.

Minha proposta de projeto tem 6 partes:

1. Titulo
2. Área
3. Objetivo
4. Metodologia
5. Prazos disponíveis
6. Referencias comentadas

que serão descritas em detalhe a seguir:

1. Titulo
Talvez a último item a ser definido. Deve estar perfeitamente alinhado com o objetivo e a área, em geral destaca a principal contribuição da pesquisa.

2. Área
Como estamos pensando em um projeto de engenharia de software, um bom exercício é saber em que disciplina de Engenharia de Software este trabalho está inserido. Pode-se tomar o modelo do SWEBOK e identificar em que área a pesquisa se enquadra. O SWEBOK ajuda a definir o estado da arte desta área.

Pessoalmente, procuro me concentrar nas áreas de Testes em sistemas de software: métodos, ferramentas, critérios e técnicas de teste e desenvolvimento como o Test-Driven Development, Integração contínua, e similares; e Processos de Desenvolvimento de Software como o RUP, OpenUP, Scrum, Xp, e similares. As vezes ajuda saber as áreas que o orientados atua para encaminhar corretamente sua proposta.

3. Objetivo
Deve dar uma contribuição à área de pesquisa, responder uma questão de pesquisa, por exemplo:

• Novos Métodos ou técnicas de teste de software
• Novos Métodos para análise ou avaliação e comparação de ferramentas e métodos
• Design, avaliação ou análise de um problema em particular, na forma de um estudo de caso (verificar se é um estudo de caso real)
• Generalização ou caracterização de técnicas, procedimentos, métodos.

4. Metodologia
Como pretende atingir o objetivo. Etapas e atividades a serem desenvolvidas para atingir o objetivo. Por exemplo, segue 3 grandes tipos de pesquisa: Estudos de Caso, Pesquisas Experimentais (empíricas) e Pesquisa-Ação. (procure detalhes destas metodologias na internet. Dependendo do objetivo da pesquisa uma metodologia atende melhor que outra. Vou exemplificar os estudos com uma pesquisa na área de Teste de Software.

  • Ex.1 Estudo de Caso: Ideal para avaliar uma técnica ou processo específico. Pode-se realizar um estudo (de caso) em empresas que usam este método por exemplo.
  • Ex.2 Pesquisa Empíricas. Para se avaliar se uma proposta de uma melhoria em método de teste pode-se realizar um experimento (estudo empírico) que compare a técnica melhorada com técnica original.
  • Ex.3. Pesquisa-Ação. Para se resolver um problema real (que pode envolver a implantação de uma estratégia de teste) pode-se realizar uma análise aprofundada no problema (pesquisa) propor uma solução e avaliar sua eficácia (ação).
  • 5. Prazos
    Prazos disponíveis e estimados. Reserve no mínimo 3 meses para revisão de textos e leitura do material pelas bancas de qualificação e defesa. E no mínimo 6 meses entre a qualificação e defesa de mestrado. Um trabalho completo de um tema bem definido e maduro não é feito em menos de 1 ano.

    6. Referências Comentadas
    De 4 a 7 bons artigos (não vale white paper) – A existência de boas referências recentes sobre o tema é um indicativo forte de um bom tema. Por outro lado, a inexistência é um indicativo de que a pesquisa não vai ter o embasamento científico necessário para progredir.

    Dê uma lida em outras dicas:

  • A empresa como tema de pesquisa: um bom caminho?
  • Novos Temas de Pesquisa: O caminho das pedras
  • Procura por Temas de Pesquisa: Métodos Ágeis
  • Engenharia de Software Gerencia Metodologia Pesquisa

    Métodos não, Habilidades

    Colher de doce de morango

    Frequentemente, na minha vida profissional, veja uma procura por métodos, erroneamente chamados de metodologias, como forma de resolver um problema complexo: Metodologia para Gerenciamento de Projetos, Metodologias para Desenvolvimento de sistemas, Método de Estimativa de Esforço, Método de Solução de Problemas. Dá mesma forma, muitos buscam normas e regras que, uma vez seguidas rigorosamente, vão garantir o sucesso. Este é famoso “caminho das pedras”. Estude muito que vai conseguir um bom emprego. Trabalhe bastante que vai ter dinheiro e sucesso profissional. Não faça nada errado, se fizer vai se dar mal. Muitos acreditam de verdade que a vida é assim. Existem regras que podem garantir o sucesso. Tenho um segredo para vocês: a vida não é assim.

    Para não transformar este artigo em um tratado filosófico ou religioso, vou me limitar à minha área de competência: ensino e desenvolvimento de software. Posso afirmar com a convicção de um professor na matéria: Não existe método (garantido) para o desenvolvimento (com sucesso) de um software. Não é possível se ensinar isso, simplesmente porque não existe. Existem sim habilidades que bem desenvolvidas, e aplicadas, aumentam a chance de sucesso no desenvolvimento de software. Se vamos chamar de método à organização de um conjunto coerente de habilidades, então existe o método. Mas o nome método é ruim, prefiro: habilidade.

    Porque habilidades e não técnicas, boas práticas, ferramentas? Porque elas dependem do ser humano. Uma habilidade não existe solta, ela precisa de uma pessoa para existir, e porque ensinar é dar novas habilidades aos alunos. Os melhores cursos são aqueles que ao final o aluno consegue “fazer” alguma coisa que ele não conseguia “fazer” antes, ou seja ele foi habilitado a realizar alguma coisa nova.

    A pergunta certa então é quais são as habilidades necessárias, importantes para um projetos de software?
    1. Habilidade de entender o objetivo do software
    2. Habilidade de conceber um sistema de software que atinja este objetivo
    3. Habilidade de construir este software
    4. Habilidade de capacitar (ensinar, habilitar) os usuários no uso deste software.

    Tudo isso! Sim. Mas não vai existir alguém que possua todas estas habilidades. Por isso o desenvolvimento de software é um trabalho colaborativo, desenvolvido por uma equipe multidisciplinar. O grau que se deve combinar estas habilidades varia de acordo com o problema, mas mesmo que em pequeno grau elas sempre vão estar presentes. Como as habilidades estão sempre associadas à pessoas, uma equipe de desenvolvimento deve ser composta por integrantes que juntos possuam toda estas habilidades.

    Muitos estão procurando uma receita de bolo, ingredientes e uma forma única de combiná-los para produzir uma bolo gostoso. Mas todos sabem que boas cozinheiras raramente seguem uma receita completamente, e produzem bolos deliciosos, e mesmo seguindo uma receita com precisão é garantia de que o bolo vai dar certo.

    Assim quando eu estudo um método, me interessa entender os princípios e razões por trás das atividades deste método para garantir que eu tenha a habilidade para aplicá-lo corretamente, e mais ainda tenha a habilidade para ajustá-lo ao problema que estou resolvendo.

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    Dica de Hemingway para boas fotos

    Obra ensembles de Anna Oppermann

    Eu escrevo uma página de obra-prima e noventa e uma páginas de merda“. Hemingway confidenciou para F. Scott Fitzgerald em 1934. “Eu tento colocar a merda no cesto de lixo”

    A lição para quem está escrevendo sua dissertação ou para fotógrafos é simples: jogue fora 99% do que você pensa que é bom e mantenha somente o ótimo – suas obras-primas. Se funcionou para o Hemingway vai funcionar para você.

    Ref. What Hemingway Can Teach Photographers